sábado, 27 de setembro de 2008

Chesterton (I) – pequena resenha virtual

Sidney Silveira
Posto, a seguir, um pequeno vídeo do Nougué (outro do blog), em que ele fala do livro A Inocência do Padre Brown, do genial G. K. Chesterton — editado pela Sétimo Selo. [A propósito da editora, agradeço penhoradamente a todos os que atenderam ao pedido feito aqui há alguns dias, de apoiar o nosso pequeno projeto comprando um livro, que fosse, na livraria virtual da editora. Este apoio é deveras importante para que prossigamos o caminho. E o faremos, com a ajuda de vocês, se Deus quiser].

Quanto à fala do Nougué, propriamente, talvez algumas almas cândidas se ericem ao ouvi-lo chamar James Joyce e Marcel Proust de “empulhadores” (direi eu mesmo, noutra ocasião, algumas palavras sobre estes dois ícones literários do século XX). Pois muito bem: de toda forma, como um começo de purgação ou cura para o estado tão delicado dessas almas, indico como remédio uma breve leitura da crítica literária que foi praticada entre nós por Mário Faustino e Álvaro Lins, nos tempos em que o bom-mocismo ainda não invadira as consciências dos literatos e de seus leitores.
Em tempo 1: Do link acima sobre Mário Faustino — uma entrevista com a professora Maria Eugênia Boaventura —, faço algumas ressalvas, entre as quais a sua opinião de que os suplementos literários dos grandes jornais melhoraram, da época de Faustino para cá. Mas vale mesmo assim, pois dimensiona quem foi esse poeta, esse crítico literário verdadeiramente demolidor. De Álvaro Lins recomendo a coletânea intitulada Os mortos de sobrecasaca, para termos uma idéia do que era, entre nós, a crítica literária publicada em jornais nas décadas de 40 e 50. É autor que merece uma reedição.
Em tempo 2: Prometi falar de Proust noutra ocasião, e certamente o farei. Mas não resisto a pôr aqui mais ou menos o que dizia, com ironia crítica, Gustavo Corção a respeito do autor de À la recherche du temps perdu: Proust buscou, buscou... e nada encontrou! E eu, que no passado muito me emaranhei por aqueles caminhos de Swann — numa época por assim dizer "estética" da minha vida, em que dava importância não menos que desmedida para literatura, literatos e literatices —, parafraseio o falecido escritor brasileiro: caminhei, caminhei... e quase me perdi.
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