terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O canibalismo moral dos tolerantes


Sidney Silveira

Só se tolera o que não é bom, e isto circunstancialmente, seja para evitar um mal maior, seja em ordem a um bem mais valioso. Assim, por exemplo, podemos tolerar os defeitos de um amigo para manter a amizade, do cônjuge para não se desfazer o casamento e os nossos próprios para não enlouquecermos, por excesso de escrúpulos.

Tolerância não é algo que se ostente, pois além de tudo não é sequer princípio moral.

A tolerância será boa apenas quando estiver conformada pela virtude da prudência. Em todos os demais casos ela é falha grave ou gravíssima, razão por que tem comumente outros nomes: tolerar o vício é permissividade; tolerar a mentira, cumplicidade; tolerar a maldade, covardia; tolerar o erro, estupidez; tolerar a tirania, suicídio político; tolerar a louvação da mediocridade, assassinato civilizacional.

Apresentar-se como tolerante é velhacaria típica do caráter sucumbido ao espírito de rebanho. O balido dos tolerantes autoproclamados é, pois, o das ovelhas carnívoras prontas a canibalizar quem não adere ao seu grupo.

A intolerância, por sua vez, será boa sempre que representar a adesão a princípios inegociáveis: a verdade, o bem, a beleza moral...

O mundo que quer enfiar a tolerância goela abaixo de todos, como se ela fora dever moral, tem um nome: inferno. Esta é a mais terrível maneira de ser intolerante.

Onde é proibido proibir, impera o mal.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Promoção de Natal C.I. prorrogada!

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Sidney Silveira

A pedido de alguns amigos, prorrogamos a Promoção de Natal do Contra Impugnantes até o próximo dia 25/12.

Os que me escreveram agora à noite (15/12), preocupados porque só poderiam participar desta pechincha nos próximos dias, podem, pois, ficar tranqüilos.

O link para os interessados continua o mesmo:

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Quer receber os informes do site Contra Impugnantes?


Sidney Silveira

Coloque o seu nome e e-mail AQUI:

domingo, 6 de dezembro de 2015

DIA 16/12, em São Paulo



Sidney Silveira

16/12, EM SAMPA!

EIS O LINK DE INSCRIÇÕES para a palestra de lançamento do "Tractatus de Primo Principio", de Duns Scot: http://goo.gl/TCV6E3

O pessoal da editora É Realizações informa que há limite de vagas.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Promoção de Natal C.I.: tudo por R$ 350,00



Sidney Silveira

(Para vê-la, vá a http://bit.ly/cipn2015).

ESTE VÍDEO DO CURSO "'Os Lusíadas' de Luís de Camões: Catedral em Língua Portuguesa" é uma pequena amostra dos conteúdos que estão implicados nesta grande promoção natalina do site Contra Impugnantes, VÁLIDA ATÉ 15/12.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Promoção de Natal (até 15/12)


Sidney Silveira

CLIQUE EM http://bit.ly/cipn2015 e ajude-nos a manter este trabalho.

TODOS OS CURSOS — mais as obras digitais disponíveis no site — por apenas R$ 350,00, que podem ser divididos em até 12 vezes.

Não se trata de "black friday", mas de OFERTA NATALINA.

Quando o saber ordena-se às más ações



Sidney Silveira

A educação do caráter deve vir antes da educação da inteligência, no que tange aos saberes mais abstratos.

Nada mais grotesco do que contemplar gente com algum conhecimento especulativo e quase nenhum prático. É simplesmente monstruoso: certa clareza de raciocínio sucumbe a caprichos duma vontade desgovernada, a qual vai sendo, aos poucos, vencida pelos vícios.

Nos melhores casos, tais pessoas tornam-se criaturinhas pedantes e vazias; encarecem o seu saber de maneira ridícula — numa espécie de macabro ostensório feito de material pútrido. Nos piores, tornam-se parasitas das modas e dos gurus do momento, sempre a buscar migalhas de reconhecimento.

Estes últimos são capazes não apenas de monumentais atos de ingratidão; a sua volubilidade faz com que mudem de lado torpemente, de acordo com a maré.

A inconstância torna-os incapazes de real amizade. Se pudessem ver a própria alma no espelho, morreriam de susto.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Super promoção de Natal (até 15/12)!


Sidney Silveira

TODOS OS PRODUTOS DO C.I. POR APENAS R$ 350,00

Adquira TODOS os produtos C.I. — cursos e livros digitais — por apenas R$ 350,00. Com isto você contribuirá para que mantenhamos este trabalho em 2016.

Mesmo para quem já adquiriu algum dos nossos cursos e livros, vale a pena a promoção por meio da qual se passa a ter acesso a todos os conteúdos pedagógicos do site, visto que os cursos somados totalizam R$ 2.025,00; isto para não falar das obras digitais.

PARA PARTICIPAR, vá a http://contraimpugnantes.com/cimoodle/ e clique em "PROMOÇÃO DE NATAL". Escolha PagSeguro ou PayPal e, após fazer o pagamento, mande e-mail para contato@contraimpugnantes.com, informando-nos de que participou da promoção.

Se porventura você já tem todos os cursos comprados, dê este presente a um amigo.

Um abençoado Natal para todos, repleto da “pax Christi”. São os votos do Contra Impugnantes.

P.S. Estamos preparando novidades para o próximo ano.
P.S.2. Aos amigos que puderem partilhar a informação, agradecemos PENHORADAMENTE.
P.S.3. Entre os cursos, estão:

1- "'Os Lusíadas' de Luís de Camões: Catedral em Língua Portuguesa" (comigo e com o Prof. Sergio Pachá); 
2- "A Língua Absolvida" (comigo e com o Prof. Sergio Pachá);
3- "Psicología de la Templanza" (comigo e com o Prof. Martín Echavarría);
4- "O Problema de Deus" (comigo)
5- "Meu nome é Machado de Assis" (comigo e com o Prof. Sergio Pachá);
6- "O Papa do fim do mundo?" (comigo);
7- "Manifesto das sombras" (comigo);
8- "O Soneto" (comigo e com o Prof. Sergio Pachá).

domingo, 29 de novembro de 2015

Temperança, fonte de apaziguamento das emoções



Sidney Silveira

PARTES INTEGRAIS, PARTES SUBJETIVAS E PARTES POTENCIAIS DA VIRTUDE CARDEAL DA TEMPERANÇA

Costumo definir "personalidade bem formada" como arquitetura de virtudes ligadas entre si por vínculos imateriais.

Isto deduzi da psicologia de Santo Tomás de Aquino, após leitura meditada ao longo de muitos anos.

Pois bem: que alegria tive agora ao rever uma das aulas ministradas no curso "Psicología de la Templanza" pelo Prof. Martín Echavarría! Trata-se de um filósofo e psicólogo que honra o nome de "tomista".

Distinções precisas, clareza expositiva, profundidade conceptual, entre outras qualidades, fazem desta iniciativa pedagógica levada a cabo no site C.I. algo não apenas voltado a psicólogos — mas a qualquer um que queira entender "o que é" o homem.

A propósito, a sintética crítica que o Dr. Martín F. Echavarría faz nesta aula (exibida aqui em breves trechos) à concepção "atomística" e anárquica da sexualidade em Freud é demolidora.

AS INSCRIÇÕES PARA O CURSO CONTINUAM EM:


P.S. Tenho tido retorno excepcional de alguns psicólogos que estão fazendo o curso. A eles, sobretudo, vai o recado: não deixem de divulgá-lo a colegas e também nas universidades de Psicologia!
P.S.2. Faço o papel do chato para ressaltar o seguinte: numa situação social péssima, ter contato com um bem ótimo e não partilhá-lo constitui falha moral grave, como também é sintoma de que ou a covardia ou a vaidade podem ter ultrapassado o umbral da cura psíquica (salvam-se aqui os ignorantes invencíveis, é claro, pois não estão em condições de aquilatar com mínimo senso de proporções a ordem de bens existentes na realidade).

Ora, se "corruptio optimi pessima", a restauração do que se degradou só pode ser feita a partir do que é excelente. E as coisas mais excelentes, por sua própria natureza, estão para além de patotas e de associações episódicas pautadas nos interesses políticos do momento.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Duns Scot: "Tratado do Primeiro Princípio"


Sidney Silveira

DUNS SCOT (PRÉ-VENDA)

COM IMENSA ALEGRIA, em primeira mão anuncio aos amigos o terceiro livro da Coleção Medievalia: o "Tractatus de Primo Principio", de Duns Scot.

O link de pré-venda da editora É Realizações — ao preço de apenas R$ 39,90! — é o seguinte:

http://erealizacoes.com.br/produto/tratado-do-primeiro-principio

As outras duas obras da referida Coleção, que tenho a honra de coordenar, foram: "Questões Disputadas Sobre a Alma", de Santo Tomás de Aquino (em tradução do latim feita pelo Prof. Luiz Astorga), e "Exortação aos Gregos", de Clemente de Alexandria (em tradução do grego da lavra da Profª. Rita Codá). 

Tanto estes dois livros como o de Duns Scot, que agora vem à luz, estão apresentados em edições bilíngües.

Depois do Doutor Sutil, a próxima publicação da Medievalia será uma pequena obra-prima de Santo Tomás: "Sobre a Profecia" (em outra tradução do Prof. Luiz Astorga); trata-se de um trecho do monumental "De Veritate".

Esta edição do "Tratado do Primeiro Princípio" tem tradução do amigo Carlos Nougué e apresentação minha.

Mais à frente, farei um vídeo a respeito desta importante obra metafísica.

P.S. Agradeço à editora É, em particular ao William Campos da Cruz, pelo profissionalismo e também pelo cuidado com relação a detalhes desta edição.
P.S.2. Vamos lá, pessoal! Não é a todo momento que uma obra importante da história da filosofia é vendida a R$ 39,90.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Curso "O Problema de Deus"

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Sidney Silveira

Após subir a primeira aula no site C.I., a qual apresento aqui em breves trechos, preparo-me para gravar o segundo vídeo deste minicurso cujas INSCRIÇÕES CONTINUAM ABERTAS em:


P.S. Este é um problema que, dado o seu elevado grau de abstração, não é tão atraente quanto a análise da política brasileira, eu sei. Não é tão atraente quanto esparzir teorias sofisticadas sobre os destinos deste mundo sem bússola espiritual, como vejo fazerem alguns jovens destemidos. Não é tão atraente quanto falar do Foro de S. Paulo e das travessuras diabólicas de D. Dilmoca I e de sua facção. Por isso, a minha gratidão a quem compartilhar a informação é imensurável...

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Liberalismo capenga...

Sidney Silveira

QUANDO TODAS AS OPINIÕES têm iguais direitos políticos, cedo ou tarde prevalece a mais violenta.

Liberticídio liberal (trechos de aula)



Sidney Silveira

O curso "O Papa do fim do mundo? — Francisco e os sinais dos tempos" continua com INSCRIÇÕES ABERTAS em:

http://contraimpugnantes.com/cimoodle/course/index.php?#4

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Afã cientificista da modernidade

Sidney Silveira
(Resposta a um jovem amigo)

Físicos contemporâneos discutem, e alguns discrepam, acerca da presumível indeterminabilidade "em si" do bóson de Higgs, cuja trajetória não consegue ser visualizada com precisão por nenhum instrumento detector durante o percurso em que a partícula vai de um ponto a outro do (já famoso) experimento.

Recentemente, parece que o acelerador de partículas "viu" o bóson em ação, digamos assim. Até agora, mistério... E muita, muita matemática!

Bem, o que está por trás disso tudo não é novidade. Já em meados do século XX, discutia-se se a impossibilidade de determinar o lugar do elétron era acidental, ou seja, se se devia ao desconhecimento humano acerca de variáveis ocultas, ou se era essencial, quer dizer, algo inerente à natureza das coisas nesta escala infinitesimal da matéria.

O filósofo espanhol Xavier Zubiri, que chegou a ter aulas com Einstein e manteve contato estreito com Schrödinger (a ponto de traduzir para o castelhano algumas de suas conferências, incentivado pelo próprio Schrödinger), propugnava, contra Planck, a indeterminabilidade absoluta da posição do elétron, o que, segundo ele, abalaria não apenas a idéia de natureza, mas TODO o edifício da ciência ocidental até então erigido, e nesta verdadeira implosão seria derribada também a metafísica clássica, embora alguns teimem, ainda hoje, em não ver oposição entre uma coisa e outra.

Seu problemático (e a meu ver pretensioso) livro "Historia, Naturaleza, Dios" é, entre outros aspectos, uma tentativa malograda de provar a tese da nova física como aquilo que põe "en vibración el cuerpo entero de la filosofía", em suas pomposas palavras.

Perceberam? A nova física, a saber, a quântica, balançava os alicerces de toda a história da filosofia, segundo Zubiri! Como não ver nisto confrontação direta com a metafísica de Aristóteles e, sobretudo, com a de Santo Tomás? Bem, somente se dermos crédito às matizações teoréticas do próprio Zubiri...

A propósito, dizia kantianamente o pensador basco que era necessário "liberar a la ciencia de prejuicios metafísicos", sem imaginar que, no ato desta tentativa, fazia ele má metafísica. Malíssima!

Este é, em síntese, o devaneio recorrente nos últimos duzentos anos: tornar a ciência mais "fiel" aos resultados dos experimentos, mas isto como se fosse possível dar autonomia epistêmica às ciências experimentais jogando por terra os pressupostos metafísicos universalíssimos que conformam qualquer ciência da natureza, como também as matemáticas.

Ora, como o elétron tem propriedades de partícula e de onda, a sua determinabilidade pela ciência é problematicíssima, sem dúvida, mas daí a concluir-se que tal indeterminabilidade implica haver uma região do ser, próxima da matéria comum, que seja indeterminável "em si", vai um salto imenso. Um salto que extrapola largamente o escopo da ciência física, a qual não dá, nem poderia dar, sequer uma definição precisa de "ser", pois o sujeito da física, de qualquer física, é o ente na perspectiva do movimento — e, cada vez mais, infelizmente, apenas na do movimento local.

Pergunte-se a um físico contemporâneo o que propriamente será demonstrado, se porventura a indeterminabilidade absoluta da matéria nesta escala subatômica for provada, e ele ou não saberá responder com clareza, ou então responderá invadindo o terreno da metafísica, ciência à qual cabe responder "o que é" ser, qual o estatuto ontológico da matéria, que tipo de ente participa do ser sem ter composição de matéria em sua forma, etc.

Esta luta de conceitos promete ainda muito pugilato intelectual entre os filósofos, e também destes com físicos e matemáticos das mais diferentes correntes. Seja como for, não custa lembrar que a tese da indeterminabilidade da "materia prima" é milenar, mas nenhum dos seus mais importantes propugnadores jamais pensou em ver nisto uma contradição com relação ao caráter teleológico da natureza, entre outras de suas notas distintivas. O próprio Aristóteles, ao dizer que a matéria, em si mesma considerada, não era substância nem quantidade, nem nenhuma coisa determinada ("Met.", VI, 3, 1029a), nem por isso deixava de ter consciência de que a "materia prima" é o primeiro sujeito de todo ente corpóreo, e de que a ordem do ser não se restringe aos compostos de matéria e forma.

Demos agora um passo além para dizer o seguinte: ainda que os quânticos venham a demonstrar a indeterminabilidade ôntica do bóson de Higgs, isto não derrui em nada a metafísica tomista, que vislumbra horizontes muito mais ricos no universo da potência. Diz Tomás: "A 'materia prima' não tem propriamente nenhuma essência, senão que a própria potência é a sua essência" (...ipsa potentia est ipsa essentia eius).

A propósito, em breve eu e o físico Raphael De Paola, Prof. da PUC-RJ e amigo querido, devemos fazer um "hangout" sobre as interseções — e também as antinomias — entre a física quântica e a metafísica tomista.

Aguardem.

Camões cristão: "Pois só por teu serviço navegamos"


Sidney Silveira 
NO AR, MAIS UMA AULA do curso "'Os Lusíadas' de Luís de Camões: Catedral em Língua Portuguesa", comigo e com o mestre Sergio Pachá.

O que era para ser uma síntese está transformando-se num comentário a cada estância d'Os Lusíadas'.

Você está esperando o que para inscrever-se?

EIS O LINK: 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A moral dos apostadores de rinhas



Sidney Silveira
Excelência má, abnegação perversa, retidão abjeta, probidade torpe. Estes são traços da alma de quem se vale de meios viciados para lograr presumíveis bens. Trata-se de pessoas aferradas minuciosa e farisaicamente a normas e procedimentos, acostumadas a emitir, de maneira robótica, juízos morais definitivos, como se o valor das ações humanas fosse aquilatado por funções logarítmicas, ou então por leis geométricas que valessem invariavelmente para todos os casos possíveis — a partir de dada situação. Para essa gente, o ato moral é uma realidade cibernética, algo desprovido de plasticidade, carente da seiva hermenêutica que é o nutriente básico da razão prática.

Os intelectuais do Medievo não costumavam cometer tais sandices porque conheciam a epiquéia, virtude graças à qual se torna possível entender que seguir a norma geral da moralidade, ou mesmo da religião, pode ser ruim nesta ou naquela circunstância. Vejamos. Devemos restituir os bens do alheio? Sim, o princípio está correto. Devemos restituir uma arma de fogo a alguém no exato momento em que está acometido de acessos de fúria? Não. Isto seria temerário, e a temeridade arrola-se entre as realidades moralmente condenáveis. Um católico das antigas perguntará: um padre deve usar batina? Sim. Mas durante a Revolução Francesa, por exemplo, sacerdotes vestiram-se com indumentária civil pelo bem da Igreja, que precisava deles vivos. Ademais, sabiam que o martírio não é escolha pessoal humana.

Não é o caso de aprofundar neste texto os vetores da ação moral segundo a filosofia perene, nem de discutir se a moralidade é matematizável. A intenção aqui é apenas dar um recado a quatro ou cinco cavalheiros que se julgam reitores das minhas desavenças, impávidos juízes dos meus perdões, infalíveis escrutinadores do que me vai n’alma, omniscientes conhecedores dos meus motivos. Querem porque querem que eu brigue com Olavo de Carvalho. Mandam-me mensagens por variados meios, algumas anônimas, aduzem argumentos mil, muitos deles eivados de flagrantes quebras dos princípios que eles próprios alegam defender. 

Em suma, torram a minha bíblica paciência.

A alguns respondi que precisam estudar um bocado antes de se meterem em contendas; a outros tentei fazer ver em que pontos o seu pedido carecia de razoabilidade. Houve até pessoas a quem aconselhei aprender a escrever — e a ler — na própria língua, sem cujo domínio as idéias baralham-se, a concatenação entre premissas e conclusões tende a perder-se, a inteligência chacoalha no vazio, pois a linguagem é veículo de inteligibilidade e possui regras elementares sem cuja observância, digamos o português claro, a vaca vai para o brejo. Em síntese, aconselhei prudência a estes rapazes.

Sucede que, na terra da valentia covarde, presumir a honestidade do próximo vai transformando-se em delito moral de imprudência. Foi o que verifiquei ao deparar com a resposta — proferida num agressivo tom pontifical — de um desses adoradores de rinhas de galo. O sujeito obteve como tréplica de minha parte a enumeração de algumas coisas óbvias:

> o AR DE SUPERIORIDADE não é a própria superioridade; 
> ALTIVEZ não enobrece as ações humanas;
> uma CERTEZA TÓPICA não garante a posse formal da verdade, muito menos de um conjunto de verdades em dada matéria;
> o GESTO SOBRANCEIRO não empresta virtude a nenhuma iniciativa; 
> INSULTOS — com os quais fui agraciado — não mudam formalmente os termos de uma proposição. 

Mas quem são estes objetores que não suportam ser contra-objetados? Quem são estes controversistas que, à primeira ponderação razoável contrária aos seus afãs, partem para a agressão verbal? Quem são estes “pensadores” para os quais as normas gramaticais inexistem? Quem são estes homens corajosos que precisam pedir ajuda ao titio para entrar numa briga? Respondo: são gente para quem o mundo é a expressão de certezas monocromáticas. Criaturas que não enxergam os matizes do real.

Estão em situação análoga à do orgulhoso irmão do filho pródigo, que quase se perde por inveja e pela incapacidade de interpretar a bondade do Pai e o valor espiritual do arrependimento do seu parente consagüíneo.

Na prática, trata-se de pessoas que normalmente trocam as coisas pela expressão exterior delas, e por isso precisam entender, o quanto antes, que um instrumento não se iguala à obra para cuja consecução contribui. Valerá menos o “Moisés” de Michelangelo do que o martelo com o qual o artista bateu no mármore ao fazê-lo? A pena com que Vieira escreveu o “Sermão da Sexagésima” valerá mais que o resultado final deste escrito notável do nosso prosador maior? Ora, nem mesmo as boas intenções garantem a bondade do ato a que se inclinam, pois é considerável a possibilidade de ocorrerem funestos desvios no percurso entre a deliberação tomada e a coisa realizada.

Que estas pessoas não sejam contadas entre quem pratica a patifaria com candura. Entre quem, com semblante angelical e sob alegações nobilitantes, age imoralmente contra o próximo. Entre quem imagina que uma discussão filosófica é o pagode na casa do Vavá. Ou entre quem pensa que, numa rixa, vale tudo. Mas para mim não vale, pois, no meu entender, o vale-tudo é sempre arriscado. A propósito, ensina São Francisco de Sales a certa altura de sua magnífica “Filotéia” o seguinte: nunca podemos dizer que um homem é mau sem perigo de mentir. Prudência de santo? Não só! Em verdade, bom senso de pessoa atenta à dinâmica do mundo interior de cada ser humano.

Quem quiser meter-se numa contenda contra um adversário, apresente as armas e assuma os riscos — morais e intelectuais — inerentes a este ímpeto. Mas não tente meter terceiros na briga, e pior: na tola presunção de que, se estes não aderirem à coisa, são pessoas inqualificáveis.

Enquanto vocês brigam, tenho procurado ocupar o meu escasso tempo com a difusão do pensamento escolástico no Brasil. Em novembro próximo, devem vir à luz uma nova edição do "Proslogion", de Santo Anselmo, em tradução do Prof. Sergio Pachá, pela editora Concreta; e o "Tractatus de Primo Principio", de Duns Scot, em tradução do Prof. Carlos Nougué, pela editora É Realizações. Isto em diferentes coleções que tenho a honra de coordenar.

A vocês, que pretendem dirigir a minha vida, deixo o recado arquetípico de Hamlet: 

“There are more things in Heaven and Earth, Horatio, than are dreamt 
of in your philosophy”.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O problema de Deus: novo curso C.I.


Sidney Silveira

Curso: O PROBLEMA DE DEUS
Anselmo de Cantuária e Tomás de Aquino, dois horizontes filosóficos

Neste breve curso de 4 aulas (total: 6 horas), o problema da existência de Deus será apresentado como pertencente ao escopo da filosofia, e não apenas ao da teologia. Isto nos fará abordar de passagem o ateísmo e o agnosticismo.

Duas propostas de demonstração da existência de Deus (em certo sentido antagônicas) serão arroladas: a de Santo Anselmo e a de Santo Tomás de Aquino.

Esperamos que os inscritos tenham, ao final, a noção da importância deste magno problema filosófico.

As aulas estarão no ar a partir do começo de novembro.

INSCREVA-SE E AJUDE O NOSSO PROJETO DE DIFUSÃO DE STO. TOMÁS no Brasil:


EMENTA

AULA 1
DEUS COMO PROBLEMA FILOSÓFICO
A. A problematicidade da condição humana
B. Ateísmo: gênero de negação e algumas das suas espécies
C. Agnosticismo: científico, filosófico e teológico

AULA 2
O ARGUMENTO ONTOLÓGICO
A. O néscio
B. Deus como sumo cogitável
C. O que propriamente demonstra o argumento anselmiano

AULA 3 
CRÍTICAS A ANSELMO
A. Gaunilo
B. Tomás de Aquino
C. Kant

AULA 4
AS CINCO VIAS DE SANTO TOMÁS
A. A cognoscibilidade do sumamente Incognoscível
B. Deus: realidade inevidente para a inteligência humana
C. Dos dados sensíveis ao inteligível supremo

INVESTIMENTO TOTAL: apenas R$ 120,00.
Este valor pode ser dividido em até 12 vezes no cartão, por meio do Paypal e do Pagseguro.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Da simpatia cínica à corrupção política



Sidney Silveira

O brasileiro tornou-se recordista mundial da indignação fingida. Somos a terra dos zumbis que se auto-hipnotizaram de tanto respirar o ar fétido das relações insinceras, da informalidade compulsória, da superficialidade transformada em convenção social, da tristeza por motivos fúteis, da dissipação mental com aparência de alegria, da intelectualidade de verniz, da falsa espontaneidade, dos abraços fáceis, dos sorrisos inconseqüentes, do horror a normas e leis, do calor humano que esconde a mais terrível indiferença com relação ao próximo. É como se à nação inteira tivesse sido dada uma demoníaca beberagem, estranho elixir cujo efeito foi tornar as narinas brasileiras insensíveis ao fedor moral.

A estupidez generalizada por todos os estratos sociais, doença coletiva que nos acomete de maneira agônica, vai tornando a genuína amizade uma impossibilidade social. Entre nós, todo benfeitor parece fadado a beber o néctar da ingratidão, a constatar que, por trás da bonomia aparente, do presumível caráter pacífico, o brasileiro acabou por perder o vislumbre da verdadeira solidariedade. Em suma, na terra dos boas-praças, os vínculos interpessoais estão sempre à beira de romper-se: lânguidos, emotivos, hiper-sensíveis, patologicamente susceptíveis, somos um povo cheio de gente afetada por ninharias. Eis o motivo por que uma bobagem pode deflagrar reações desproporcionais, pôr fim a amizades de anos, ou melhor, a amizades fakes. Sim, porque uma amizade que acaba nunca começou — ou então começou torta, ou então começou unilateralmente, ou então começou pelos motivos errados.

Em contrapartida, coisas bastante sérias, atos gravíssimos, infrações éticas cabeludas, nada disso parece capaz de desfazer tais simulacros de amizade — entremeados de maledicência, de inveja, de disse-me-disse. Assim são as relações medíocres: conformadas ao que há de pior, chafurdadas porcinamente na lama, mas sem que ninguém reclame, devido a um tipo peculiar de osmose espiritual. Neste cenário, um sujeito injuria o outro, fala dele pelas costas (ou até pela frente), puxa-lhe o tapete no trabalho, mas tudo bem: ambos continuarão a manter a relação espúria da meia amizade, da empatia frívola medida por atos exteriores convencionais, como prendas de aniversário, telefonemas episódicos e saídas fortuitas para uma cervejinha.

Não é a troco de nada que o brasileiro costuma tomar qualquer objeção como afronta pessoal. Não é à toa que se sente mortalmente atingido ao ouvir pequenas verdades. Acostumado ao compadrio, ao multissecular jeitinho, aos favorecimentos mais ou menos ilícitos, a um horizonte de demagógica paz entre as pessoas, a não dizer o que pensa por medo de ser desagradável, ele virou um ser convenientemente híbrido. Trata-se de um anfíbio adaptável aos ambientes mais insalubres, amoldável às situações mais infames, em meio às quais costuma rir com desonra, tem por hábito escancarar os dentes com o ar mais malicioso do mundo. Sergio Buarque de Holanda, em meados do século passado, mostrou certo faro ao falar do “homem cordial” brasileiro, mas o seu diagnóstico carecia de profundidade filosófica e de base antropológica para poder chegar à clara visão das nossas deformidades.

Em nome da simpatia opressora que paira magicamente sobre as consciências, as pessoas sérias no Brasil são ridicularizadas nas empresas, nas escolas, nos clubes, nas esquinas. Aqui é vergonhoso ser ético, é socialmente condenável agir por princípios morais — pois o princípio geral, a norma consuetudinária de ação, sedimentada ao longo dos anos, é não ter princípio nenhum. Por isso as pessoas a quem o vulgo toma por inteligentes são em geral criaturas hipocritamente abertas a novidades as mais abstrusas. São também criaturas tendentes a seguir a boiada do momento, a opinião vigente difundida por engenheiros sociais. Hoje “somos todos Charlie”, amanhã “somos todos Amarildo”, depois de amanhã “não é apenas por vinte centavos”, e ao final de três dias não é bosta nenhuma — até surgir novo slogan deflagrador do frenesi, da histeria coletiva com ares de razoabilidade.

A nova geração de jovens belicosos, impermeáveis a qualquer opinião que não seja a do seu grupo, é efeito colateral do caráter indolente que dominou a nação por tanto tempo — conseqüência da afetividade desbragada na qual o Brasil foi aos poucos sucumbindo. A valentia desses pobres-diabos, maneira camuflada de auto-emulação, é uma forma lastimável de fraqueza ética. Na prática, valentões e covardões são antípodas complementares, pois entre a sinceridade orgulhosa e o comedimento hipócrita existe um liame secreto. Estes dois arquétipos humanos estão irmanados na hiper-sensibilidade psicótica que cresce a olhos vistos entre nós. 

Neste ponto, digamos com tristeza: o brasileiro médio nunca se caracterizou pela afeição à racionalidade, mas sim pela emotividade fluida. Por isso sempre oscilou entre a irreligião de matiz agnóstico e o sincretismo religioso, que é uma forma de superstição — e mesmo o catolicismo em Pindorama sempre tangenciou a nossa atávica inclinação à superficialidade e à afetação social de intenções altruístas. Ora, misturar tudo é não tomar partido de nada, uma maneira elegante de ser covarde, e a verdadeira religiosidade implica ir a águas profundas, viver os dilemas humanos com ânimo corajoso, tomar partido, autoconhecer-se, não ter medo de perder amigos por amor à verdade.

No presente momento, o país está submerso no maior lodaçal político da história da República. Esta desgraça não surgiu do nada, pois é fruto de alguns graves defeitos do Brasil como coletividade difundida no tempo e no espaço. Defeitos que o ex-presidente Lula parece encarnar com notável perfeição: malandro, indolente, esperto, caviloso, preguiçoso, susceptível, etc. Neste cenário, vemos surgir uma profilática ojeriza cívica a gente com o perfil do Sr. da Silva, gente que a população não quer mais ver no poder. Pela primeira vez em muitíssimas décadas, aflora uma indignação veraz da parte das pessoas de bem que não suportam mais o estado de coisas em que vivemos.

É a oportunidade histórica de começarmos a expurgar das instituições tipos humanos representativos do pior que há no caráter nacional — e constatamos isto sem otimismos irresponsáveis, mas apenas como uma luz tênue neste horizonte enevoado. 

Afinal de contas, se ao longo do tempo passamos do cinismo em forma de simpatia à corrupção política, será impossível fazermos da atual antipatia por nossos políticos o ponto de inflexão de uma mudança significativa? 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

"Proslogion" de Santo Anselmo: novo lançamento da Coleção Escolástica


Sidney Silveira

Este clássico virá à luz em tradução do amigo Sergio Pachá, excepcional latinista. A edição — terceira obra da Coleção Escolástica, da editora Concreta, que tenho a honra de coordenar — contemplará a crítica do monge Gaunilo a Santo Anselmo ("Quid ad haec respondeat quidam pro insipiente") e a réplica anselmiana ("Quid ad haec respondeat editor ipsius libelli"). 

PARTICIPEM DA CAMPANHA:



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Machado de Assis: o pessimismo como arte



Sidney Silveira

Cursos "O SONETO" e "MEU NOME É MACHADO DE ASSIS"

Aulas novas no ar para os inscritos, como esta (que posto aqui num trecho) sobre a complexidade e a altitude de matiz bíblico do pessimismo machadiano.

Semana que vem, outras aulas destes e de outros cursos serão "subidas" no site do Contra Impugnantes.

A propósito, os dois cursos mencionados continuarão com inscrições abertas:


Ao final, quando estiveram completas, penso que estas e outras iniciativas com o Prof. Sergio Pachá terão interesse para alguns de nossos amigos.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Novo curso: CONSULTÓRIO GRAMATICAL do Prof. Sergio Pachá



Sidney Silveira

Tire as suas dúvidas de português com o ex-Lexicógrafo-Chefe da Academia Brasileira de Letras (ABL).

MÓDULO 1 (quatro meses):

1- Origens da língua portuguesa
2- Ortoépia
3- Prosódia
4- Ortografia
5- Formação das palavras em português

INSCRIÇÕES ABERTAS EM:


P.S. Várias gramáticas, inclusive a "Suma Gramatical", do Prof. Carlos Nougué, recentemente lançada, e a "Gramática da Língua Portuguesa Padrão", de Amini Boainain Hauy, serão trazidas à luz durante o curso.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

OBRAS DIGITAIS C.I. (novidades)




Sidney Silveira
Acrescentamos os arquivos de dois livros no espaço "Obras Digitais do C.I".

São os seguintes:

> "A POLÍTICA EM ARISTÓTELES E SANTO TOMÁS"
(Jorge Martínez Barrera)
> "O ÊXTASE DA INTIMIDADE - ONTOLOGIA DO AMOR HUMANO EM TOMÁS DE AQUINO"
(Juan Cruz Cruz)

R$ 20,00 cada.

Ao final da referida área do site Contra Impugnantes, há as opções "Compre 4 e Pague 3" e "Compre 3 e Pague 2".

Aos interessados, eis o link:

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

"Suma Gramatical da Língua Portuguesa", com Carlos Nougué.



Sidney Silveira

Eis, aqui, o bate-papo do Prof. Nougué com convidados da editora É Realizações, em São Paulo, durante o lançamento do seu livro "Suma Gramatical".

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Projeto "Conversa de Livraria"


Sidney Silveira

TERÇAS-FEIRAS DE SETEMBRO 

A LIVRARIA DA TRAVESSA já começou a divulgar para os seus clientes esta iniciativa, comigo e com o Prof. Sergio Pachá. Fica, pois, a dica para os amigos do Rio.

domingo, 16 de agosto de 2015

Consultório Gramatical, com Sergio Pachá



Sidney Silveira

CONSULTÓRIO GRAMATICAL

Em breve, apresentaremos a nova iniciativa do Contra Impugnantes: o professor Sergio Pachá responderá a dúvidas de Gramática e Estilística, numa atividade idêntica à que realizava quando foi Lexicógrafo-Chefe da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Logo explicaremos os moldes desta iniciativa pedagógica.

Enquanto isso, deixo os amigos com um tira-gosto: trechos da primeira aula do curso "Meu nome é Machado de Assis", cujas INSCRIÇÕES CONTINUAM ABERTAS EM:


P.S. Vou postando aos poucos as aulas dos diferentes cursos do C.I. porque estou, literalmente, cobrando o escanteio e correndo até a área para cabecear a bola, depois que me vi, subitamente e à minha revelia, alijado do Instituto Angelicum e tive de reinventar a roda para não deixar morrerem vários destes trabalhos.
P.S.2. Não tenho o menor constrangimento de dizer aos amigos que queiram colaborar com o nosso trabalho — no sentido de evitar que ele mingue, termine, desfaleça por inanição financeira — o seguinte: há, no alto da página inicial do site Contra Impugnantes, assim como em sua parte de baixo, dois botões de doação, um do PagSeguro, outro do Paypal. Quem quiser, pois, ajudar-nos, fique ciente de que materializaremos esta ajuda em novos projetos.

Erich Fromm sobre Santo Tomás



Sidney Silveira

CURSO "PSICOLOGÍA DE LA TEMPLANZA"

Com o Prof. Martín Echavarría, filósofo e psicólogo tomista, e comigo.

Que o espasmo cívico de todos os brasileiros que queremos o PT fora da política não nos afaste das coisas sem as quais nenhuma política pode, a médio e longo prazos, melhorar. Por exemplo: A ATUALIDADE DA FILOSOFIA PERENE em vários âmbitos disto que, contemporaneamente, temos por hábito chamar de "ciência".

No caso do curso "Psicología de la Templanza" (cujas INSCRIÇÕES CONTINUAM ABERTAS EM: http://contraimpugnantes.com/cimoodle/course/index.php?#9), não nos custa mostrar tratar-se de algo de que, infelizmente, as faculdades de Psicologia atuais, em geral, passam ao largo.

Não raro, o aluno termina o curso sem nunca ter tido acesso a uma só definição de "alma".

Veja-se, no vídeo desta postagem, o que diz o insuspeito Erich Fromm sobre Santo Tomás de Aquino. Ou melhor, insuspeitíssimo, pois se trata de um autor neopsicanalista, neomarxista (da Escola de Frankfurt), ateu, libertário, progressista e, nas palavras do Prof. Martín, humanista no sentido dos anos 60 do século passado.

P.S. Dada a densidade dos tópicos abordados neste curso, publicaremos uma aula por semana, na área reservada do site Contra Impugnantes para quem adquiriu o curso.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A força inesgotável do tomismo


Sidney Silveira

Reproduzo uma das mensagens que recebi, de ontem para hoje (13/08). Não revelo o nome da pessoa porque não lhe pedi autorização.

"Estimado professor Sidney, 
agradeço imensamente pela oportunidade. Achei impressionante a exposição clara dada nesta primeira aula. Estou há alguns anos estudando sobre virtude, moral, ética sob a perspectiva da alma, mas não havia sondado a profundidade do tema no tomismo. Estou impressionado. Que este curso trará resultados inesperados, já prenuncio em minha própria vida.

(...)".

Este curso com o Prof. Martín Echavarría e comigo é apenas o primeiro passo de diversas iniciativas que daremos no sentido de mostrar Santo Tomás de Aquino sem medo de ferir susceptibilidades de quem tem por hábito mitigá-lo "extra et intra muros Ecclesiae", com o propósito de adaptá-lo aos ventos sombrios destes tempos que correm.

Outros tomistas de nível internacional ministrarão no C.I. cursos com abordagem voltada a diferentes tópicos desta escola filosófica e teológica de riqueza inesgotável.

Aguardem as novidades!

A propósito, as inscrições para o curso "PSICOLOGÍA DE LA TEMPLANZA" continuam abertas em:

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Obras digitais C.I. (apenas R$ 20,00)



Sidney Silveira

Há exatos 10 anos — no dia 04/08/2005 —, eu e o meu querido amigo Carlos Nougué apresentávamos o projeto da Sétimo Selo com o lançamento, na Livraria da Travessa de Ipanema, no Rio, da edição bilíngüe do livro "De Natura Boni", de Santo Agostinho, com tradução dele e apresentação minha.

Esgotada a edição — e sem haver no momento nenhuma previsão de relançamento —, a obra agora poderá ser adquirida em formato digital (assim como outras que vieram à luz pela Sétimo Selo) no site do Contra Impugnantes, em:


Fiz apenas alguns pequeninos acertos no texto da minha apresentação a esta grande obra-prima de Agostinho.

Outro livro que disponibilizamos desde já, em formato digital, é "A Inocência do Padre Brown", que, em nossa edição, traduzida pelo mesmo Nougué, tivera apresentação de sua esposa chestertoniana Rosa e um apêndice genial de Chesterton: "Como Escrever Uma História de Detetive".

Os interessados podem adquirir as obras no link acima, o qual traz como tira-gosto a leitura de algumas páginas.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A virtude existe?


Sidney Silveira

CURSO "PSICOLOGÍA DE LA TEMPLANZA"

O título desta postagem é a questão "an sit" pressuposta nas aulas do curso "Psicología de la Templanza" — comigo e com o Prof. Martín Echavarría, psicólogo e filósofo tomista. Trata-se do transfundo dos problemas a serem apresentados.

Por sua vez, a questão "quid sit" dará resposta efetiva à pergunta sobre "o que é" a virtude da temperança. Por fim, esperamos deixar claro qual é o modo próprio ("quomodo sit") da referida virtude.

Assim eram os escolásticos: mestres do método e da organização; assim hão de ser quaisquer apreciadores deste notável hábito filosófico. Portanto, para não escaparmos a um procedimento muito caro ao filosofar do Aquinate, apresentaremos primeiramente a virtude da temperança (parte do Prof. Martín), e somente depois mostraremos as principais características do seu vício contrário, a intemperança (parte que me caberá).

O nosso intuito é não deixar margem a dúvidas no tocante aos BENEFÍCIOS PSÍQUICOS provenientes da aquisição da virtude da temperança, e, no vetor contrário, pincelar com diferentes argumentos a enorme desgraça que é descambar no vício da intemperança — o qual não deve ser confundido com um aparentado seu: a incontinência.

As aulas começarão a ser postadas no próximo dia 10/08, E AS INSCRIÇÕES CONTINUAM ABERTAS EM:


O prof. Martín já me mandou todas as aulas referentes à sua parte, e agora me dedicarei a legendar cada uma delas.