domingo, 25 de maio de 2014

Beliscões criminosos e abortos consagrados em lei



Sidney Silveira

QUALQUER IMBECIL com dois dedos de miolos sabe muitíssimo bem a diferença entre uma palmada pedagógica em meninos levados e quaisquer maus tratos físicos, criminosos, de adultos contra crianças — os quais, a propósito, estão abarcados devidamente pelo nosso Código Penal.

Mas pôr as duas coisas no mesmo saco não é pura e simples imbecilidade, apesar de ser veemente signo dum agônico estado de obliteração mental. Em verdade, implica a pior espécie de má-fé: a do cego voluntário politicamente correto que, nos dias atuais, cerra fileiras entre os próceres da engenharia social globalista cuja urgência maior é destruir as tradições ocidentais, mormente as cristãs.

Tais idiotas inúteis serão levados de roldão por quem os instrumentaliza como a animais pavlovianos obedientes, que salivam perante slogans baratos.

Muitos deles serão literalmente devorados pela geração de monstros que hoje alimentam, com falsas boas intenções. E digo "falsas" porque, contrariamente ao que afirma o ditado popular, o inferno está repleto de tudo, menos de boas intenções!

Quando deduzo o futuro dos próximos 20 anos à luz do quadro atual, sou acometido da certeza de que homeschooling se tornou absoluta necessidade para quem queira formar trincheiras efetivas de sobrevivência, no ambiente inóspito e insalubre da idiotia consagrada como lei universal.

Idiotia criminosa do mundo em que beliscões são crime inafiançável e abortos são prática incentivada pelos governos.

Quando releio na antiga Regra de S. Bento qualquer referência direta ou indireta à caridade sanatória dos castigos moderados impingidos aos pueri oblati, ou seja, às crianças que os pais levavam aos mosteiros a fim de se educarem e, possivelmente, se tornarem monges, e contemplo os nossos legisladores-pedagogos contemporâneos, tenho imediatamente a clara visão da vaca atolada num brejo dos infernos...

P.S. O formato desse homeschooling, ou seja, as suas premissas e vetores, é um problema que não abordo aqui.