Sem entrar, por falta de tempo, no mérito do caráter não-magisterial de mais essa opinião privada do Papa (caso análogo ao da "camisinha do prostituto" e outros tantos), chamo atenção para o seguinte: a imprudência absoluta mostra os seus frutos na reação que já está suscitando. Até quando vamos assistir a isto? Ou melhor, sabemos (por promessa de Cristo) que este jogo será virado espetacularmente... Mas quando, Deus? Estamos, todos os que amamos a Tradição, cansados de parecer mais realistas que o rei, de ser a formiguinha insignificante que enfrenta o poderoso paquiderme. Que Deus não nos permita perder a Fé, com exemplos tais.
Espaço destinado a combater a insidiosa e multiforme cultura liberal, que tem entre as suas raízes mais daninhas: uma falaciosa noção de liberdade humana; a idolatria — implícita ou explícita — da consciência individual; a separação entre natureza e moral; a contraposição entre Estado e indivíduo; a dissolução da Religião em categorias morais sem fundamento metafísico; a perda da noção de bem comum político.
sábado, 5 de março de 2011
Da série "Pelos frutos conhecereis a árvore": o que a imprudência acarreta
Sem entrar, por falta de tempo, no mérito do caráter não-magisterial de mais essa opinião privada do Papa (caso análogo ao da "camisinha do prostituto" e outros tantos), chamo atenção para o seguinte: a imprudência absoluta mostra os seus frutos na reação que já está suscitando. Até quando vamos assistir a isto? Ou melhor, sabemos (por promessa de Cristo) que este jogo será virado espetacularmente... Mas quando, Deus? Estamos, todos os que amamos a Tradição, cansados de parecer mais realistas que o rei, de ser a formiguinha insignificante que enfrenta o poderoso paquiderme. Que Deus não nos permita perder a Fé, com exemplos tais.
sexta-feira, 4 de março de 2011
"O Êxtase da Intimidade - Ontologia do Amor em Tomás de Aquino", novo livro da Sétimo Slo

quinta-feira, 3 de março de 2011
A culpa dos que crucificaram a Cristo (e a dos seus descendentes), segundo a doutrina tradicional e hoje
Num conhecidíssimo Sermão, Gregório Magno, último dos Padres Latinos e também Papa (e Santo!), escreveu não menos que o seguinte:
“Nós, por nossa Fé, nos tornamos filhos de Abrahão; os judeus, por sua perfídia, deixaram de sê-lo”.
Quem percorre a história do Magistério da Igreja acha, sem o menor esforço**, incontáveis sentenças no tocante à posição eclesiástica quanto à situação espiritual e histórica dos judeus. O sentir comum é unânime e atravessa os séculos — desde a Tradição, passando pelos Padres Gregos e Latinos, pela Idade Média, os períodos da Reforma e da Contra-Reforma, os séculos que assistiram ao nascimento das Revoluções liberais, até... Pio XII!!!! É o seguinte:
a) culpa pessoal daqueles judeus cuja perfídia levou Cristo à crucificação. Isto é um dado de Fé com base na Sagrada Escritura, pois diz Nosso Senhor a Pilatos: “Quem te entregou a mim tem maior pecado” (Jo. XVIII, 11).
b) culpa coletiva dos judeus por negarem o Messias anunciado pelos Profetas. Ademais, como vários Doutores e Santos sempre frisaram ao longo de séculos sem fim, referendados pelo Magistério da Igreja, pesa sobre o povo judeu nada menos que um deicídio. Isto é o que se ensinava.
Não à-toa, até as reformas trazidas pelos ventos modernistas, rezava-se pela conversão dos judeus na Santa Missa. Isto mudou, como também mudaram o Código de Direito Canônico, o Catecismo, a liturgia, os ordenações sacerdotais, o modo de ministrar os sacramentos, etc.
Penso que, da mesma forma como logo encontraram um teólogo para justiticar as palavras do Papa Bento XVI com relação ao uso de preservativos por prostitutos, logo aparecerá um dos chamados “hermeneutas da continuidade” para justificar isto aqui...
** Não vou enumerar as citações, até porque elas são incontáveis; busque-as quem puder (e quiser) no Denzinger, pois estou sem tempo para isto no momento.
Em tempo: O diálogo interreligioso com os judeus pode resultar numa revisão do texto evangélico, mais dia menos dia... A começar no trecho que diz: "E o povo todo [judeu] respondeu: 'Caia sobre nós o seu sangue e sobre os nossos filhos'. (Mt. XXVII, 25).
domingo, 27 de fevereiro de 2011
"TV" Contra Impugnantes: O pecado de Lúcifer (I)
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Evento de fundação do SPES
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Uma imagem de Santo Tomás no Museu do Vaticano
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
A contemplação das causas
Sidney Silveira
Em seu estupendo Comentário ao Prólogo do Evangelho de S. João, o Aquinate diz que a contemplação do evangelista para escrever aquelas reveladas palavras lidas ao final de toda Missa no rito tridentino (in principio erat Verbum et Verbum erat apud Deum et Deus erat Verbum) foi ampla e perfeita. Ampla porque a contemplação é ampla quando alguém considera todos os efeitos da causa na própria causa. A saber: quando conhece não apenas a essência da causa, mas também a sua virtude, pela qual a causa se estende a muitas coisas. A contemplação joanina foi também perfeita, de acordo com Santo Tomás, porque a contemplação é perfeita quando o que contempla é conduzido e elevado à altura da realidade contemplada. Assim, se João permanecesse em seu ínfimo nível humano, por muito altas que fossem as realidades contempladas por ele, não haveria contemplação perfeita.
Podemos dizer, em sentido análogo, exatamente para o que serve uma grande filosofia: para elevar-nos à contemplação das causas universais do ser e tentar ver tudo nelas, ou a partir delas. Neste sentido é que reiteradas vezes frisamos no Contra Impugnantes a importância da metafísica, sem cujo estudo continuado a filosofia acaba transformando-se numa má gnosiologia, numa antropologia capenga e numa lógica esquizofrênica. E mais: numa teologia abstrusa, como é o caso de todos os modernismos que há 50 anos dominam a cena eclesial. Neste contexto, toda vez que vou a Tomás e volto à nossa realidade, sou tomado por um sentimento de tristeza, ou melhor: pela triste compreensão da situação atual...