segunda-feira, 8 de junho de 2009

Semana de Humanidades da FSSPX em La Reja: em pauta, a teoria da evolução

Sidney Silveira
Neste momento em que — em diversos ambientes do catolicismo liberal, no mundo inteiro — se busca fazer uma conciliação entre os princípios da teoria da evolução e a Criação, uma semana de estudos como esta, no Seminário de La Reja, é de grande proveito. Queira Deus que as aulas sejam gravadas e, depois, disponibilizadas de alguma forma.

sábado, 6 de junho de 2009

Texto da orelha do livro "A Candeia Debaixo do Alqueire"

Sidney Silveira
Leiam, abaixo, o texto da orelha do livro (já encaminhado à impressão) "A Candeia Debaixo do Alqueire", do Padre Calderón, assinada por D. Tomás de Aquino, Prior do Mosteiro da Santa Cruz. Reitero tudo o que disse o Nougué noutro texto, e acrescento: este é um livro simplesmente fundamental, pela resolução a meu ver definitiva que dá ao problema da autoridade do Magistério "dialogado" pós-Vaticano II. Aos objetores de todas as linhas, pedimos que, encontrando uma resposta teológica para os argumentos do Padre Calderón, apresentem-na de público. Será um serviço prestado. Até quarta-feira da próxima semana, trarei novidades sobre o lançamento (numa livraria do Centro do Rio) desta obra capital, que nada tem a ver com os produtos da mais pueril cultura de almanaque que os nossos católicos liberais tupiniquins andam por aí semeando...

"Dentre os carismas de que Nosso Senhor revestiu a Igreja está o da infalibilidade em questões relativas à fé e aos costumes, para que, até o final dos tempos, conserve íntegra a Verdade revelada — sustentáculo do mundo, alimento das almas, caminho de salvação. Para tanto, com sua divina autoridade (“mihi potestas in cælo et in terra”, Mt. II, 18), Cristo instituiu um Magistério universal (“euntes ergo docete omnes gentes”, Mt. XVIII, 19) sob a solidez do guiamento de Pedro (“tu es Petrus et super hanc petram ædificabo eclesiam meam, et portæ inferi non prævalebunt adversum eam”, Mt. XVI, 18), e nunca longe dele.

Prometida por Cristo, a indefectibilidade da Igreja até o fim dos tempos está, pois, intrinsecamente ligada à solidez doutrinal do ensinamento do Magistério eclesiástico. E, dada a sua fonte divina, ele não pode falhar no tocante ao precioso depósito da fé que lhe cabe guardar, assim como em relação aos costumes, cuja conformação às leis de Deus tem a Igreja como árbitra suprema, com poder de ligar e desligar (“et tibi dado claves regni cælorum et quodcumque ligaveris super terram erit ligatum in cælis et quodcumque solveris super terram erit solutum in cælis”, Mt. XVI, 19).

A este carisma do Magistério estão associados os dogmas, que são a proclamação, por parte da autoridade eclesiástica, de sentenças que expressam de maneira apropriada as verdades reveladas, afastando destas quaisquer sombras de erros ou enganos que as possam pôr em dúvida. Se a Igreja pudesse se contradizer em um só jota da sacra doutrina, isto representaria a sua ruína, daí Nosso Senhor ter advertido que passariam o céu e a terra antes que tal coisa pudesse acontecer (“vobis donec transeat cælum et terra jota unum aut unus apex non præteribit a lege donec omnia fiant”, Mt., V, 18).

Dadas estas premissas com base na Sagrada Escritura, a grave questão que a presente obra do Padre Álvaro Calderón aborda e resolve é a seguinte: considerando a onda de novidades que assolou a Igreja desde o Concílio Vaticano II — apontadas no decorrer do livro nas palavras do próprio Magistério conciliar —, que tipo e que grau de autoridade se podem atribuir a esse novo ensinamento, repleto de contradições em relação à Tradição e a todo o Magistério anterior? Para chegar à resposta, o teólogo da Fraternidade Sacerdotal São Pio X – FSSPX faz uma minuciosa exposição acerca do sujeito e do objeto do Magistério, seus órgãos autênticos e subsidiários, sua divisão segundo atos específicos e, também, os modos de infalibilidade (ordinário e extraordinário) que se dão em seu exercício.

Mas como se pode argüir de erro o Magistério da Igreja sem, com isto, infringir a norma elementar da submissão e obediência de todos os fiéis a esse mesmo Magistério? Creio que o Padre Calderón dá uma resposta definitiva a esta magna questão, fazendo uso do instrumento dialético da disputatio e trazendo à luz o ensinamento do Magistério tradicional e a palavra dos Santos Doutores.
D. Tomás de Aquino
Prior do Mosteiro da Santa Cruz
(Nova Friburgo, RJ)"

"TV" Contra Impugnantes — mais um trecho da entrevista do Prof. Nougué

Sidney Silveira
Ao Prof. Marcos Cotrim, da Universidade Católica de Anápolis (GO), sobre a filosofia da música.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Breve prefácio do livro "A Candeia Debaixo do Alqueire"


"PALAVRA DOS EDITORES

Aristóteles dizia que a precondição para o estabelecimento de uma verdadeira dialética é a consignação prévia de “tópicos”, ou seja: de pontos ou premissas a partir dos quais se torna possível engendrar raciocínios e deles extrair corolários. O τόπος é, literalmente, o lugar do diálogo e da confrontação das próprias idéias com as alheias e/ou contrárias. Na prática, trata-se do método científico por excelência — o que os medievais comprovaram com a sua prolífica arte da disputa (disputatio), cujo ápice se dá na obra de Santo Tomás de Aquino.

Pois muito bem: a nossa época transformou a palavra “diálogo” numa espécie de fetiche conceitual, ao fazer uso dela sem o mais remoto vestígio do rigoroso método dialético que encontramos nas obras de Sócrates, Platão, Aristóteles e, particularmente, Tomás de Aquino. Hoje — de modo inverso ao que ocorria com o τόπος aristotélico — muitas vezes as premissas, em vez de ser colocadas claramente, são retiradas para não ferir as susceptibilidades do outro “dialogante”. Com isto acaba-se por estabelecer um falso diálogo, na medida em que é varrido, para debaixo do tapete, todo e qualquer tópico presumivelmente incômodo. Um falso diálogo que, a pretexto de buscar a concórdia, deixa de lado a verdade (pois repele todas as precondições para o estabelecimento desta).

Na obra que ora apresentamos ao leitor brasileiro, o principal teólogo da Fraternidade Sacerdotal São Pio X – FSSPX na atualidade, Padre Álvaro Calderón, esgrime com o método da disputa: após enumerar, em cada artigo, uma série de objeções às teses defendidas no livro, Calderón apresenta uma resposta magistral e, depois, replica os argumentos em contrário, um a um.

Acreditamos prestar um grande serviço com a publicação no Brasil desta disputatio do Padre Calderón. Em primeiro lugar, porque a partir dela é possível divisar o cerne das questões que, desde o Concílio Vaticano II, opuseram uma parcela do Catolicismo à onda de novidades que, na prática, acarretou a mudança da liturgia da Missa, do Código de Direito Canônico e do Catecismo; e, na teoria, estabeleceu um pluralismo teológico e doutrinal cujos frutos ninguém (em sã consciência!) pode negar. Em segundo lugar, porque se estabelecem nesta obra os pontos do único diálogo com chances de ser frutuoso: o que tem como objeto formal próprio, tão-somente, a verdade — com a demarcação de todos os problemas prévios sem cuja resolução não é possível ultrapassar os limites da opinião.

O assunto deste livro é gravíssimo e as conclusões não são de molde a agradar aos paladares adocicados de um ecumenismo falsamente “dialogante”. Mas o próprio Autor, na sua Introdução, agradece de antemão a quem, por caridade, o refutar ou corrigir".

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Livro de autor medieval

Sidney Silveira
O meu irmão — Prof. de História Medieval Ricardo da Costa (UFES- ES) — pede-me que anuncie: acaba de sair, pela coleção "Grandes Clássicos do Pensamento Universal" (Editora Escala - São Paulo), a primeira parte da obra “Félix – O Livro das Maravilhas”, texto do pensador medieval catalão Raimundo Lúlio. Aquele mesmo que alguns querem fazer passar por um grande ecumênico — omitindo que todo o seu afã de dialogar com muçulmanos e judeus era movido pelo propósito de conversão destes à verdadeira religião. A tradução do catalão medieval para o português foi feita pelo Prof. Ricardo.
Em tempo: Por causa do meu texto “Um ecumenismo de conversão”, fui chamado nos bastidores de alguns nomes feios, sem que o detrator aduzisse quaisquer elementos ou evidências para contrariar o que eu ali dissera sobre Lúlio (a propósito, nada que vários outros especialistas em sua obra já não tivessem dito). Apenas dizia o mantra: “Ele é um radical. É daqueles que pensam que um dogma é intocável”. Ao que pensei: “Ora, é isso mesmo! O dogma é intocável”. Quanto às demais afirmações desairosas a meu respeito, calei-me porque, às vezes, o silêncio é a única resposta que um mau interlocutor merece.

Breve interregno

Sidney Silveira
Recebi por estes dias algumas mensagens muito generosas sobre o trabalho do Contra Impugnantes — de pessoas que são leitores diários do blog. Eu e o Nougué agradecemos, de coração. E aproveitamos para dizer que, por estes dias, não temos postado nada porque estamos na revisão final do texto e da diagramação do estupendo livro do Padre Calderón, A Candeia Debaixo do Alqueire — trabalho afanoso, dadas as várias notas e tabelas contidas neste trabalho, além das palavras em grego e latim, com as quais nunca é demais ter cuidado na hora de diagramar o livro... Na próxima semana, haverá notícias sobre o encontro que faremos numa livraria (um sebo) no Centro da cidade do Rio de Janeiro, para apresentar a obra.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Aviso e pedido

Sidney Silveira
Às várias pessoas que já me enviaram email solicitando um ou mais exemplares do livro A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE, do Padre Álvaro Calderón, da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, aviso que, em breve, responderei dando informações sobre a compra desta inquietante obra. De toda forma, como poucos mandaram os seus respectivos endereços, peço desde logo que me reenviem os emails com os dados completos (nome, endereço e, sobretudo, CEP). É pelo CEP que calcularemos o frete.