segunda-feira, 19 de maio de 2014

Tira-gosto do curso "A Beleza na História Cultural"


Sidney Silveira

Com o medievalista Ricardo da Costa e este que vos escreve.

Os interessados poderão ter certificado internacional concedido por IVITRA, entidade vinculada à Universidade de Alicante, na Espanha. 

AS INSCRIÇÕES CONTINUARÃO ABERTAS EM:


Em caso de dúvida, por favor, entrem em contato com Lissandra Lopes de Oliveira, pelo e-mail contato@institutoangelicum.com.br.

Aos inscritos no curso "A Língua Absolvida", do Instituto Angelicum

Caríssimos, pedimos que façam as suas perguntas e comentários no Fórum do curso, mas não as enviem por e-mail. 

Isto facilitará enormemente o nosso trabalho de respondê-las.

Obrigado a todos.

domingo, 18 de maio de 2014

A espiral e o quadrado: mais um tira-gosto do curso "A Língua Absolvida"


Sidney Silveira

TRECHO DA SEGUNDA AULA do Prof. Sergio De Carvalho Pachá que irá ao ar nesta segunda-feira (19/05) no site do Instituto Angelicum.

Aproveito o ensejo para informar que AS INSCRIÇÕES CONTINUARÃO ABERTAS EM:


Saudações a todos.

sábado, 17 de maio de 2014

LIÇÃO BÁSICA DE ESTILÍSTICA: “assíndeto” e “polissíndeto” num mesmo período


Sidney Silveira

Vamos ao exemplo aludido no título acima:

“O pedagogo formado na escola de Paulo Freire pontifica, inventa, mistura, e mente, e distorce, e seduz”.

> Como se vê, há três orações seguidas entre as quais não existe nenhum conectivo, nenhuma conjunção: “(...) pontifica, inventa, mistura (...)”. Este recurso estilístico está à mão de qualquer escritor competente, e o vemos tanto em Camões como nos romancistas modernos, quando querem dar colorido e força ao que pretendem dizer.

> Há também três orações começadas com a conjunção “e” precedida de vírgula: “(...) , e mente, e distorce, e seduz (...)”. Outro recurso bastante usado por escritores de valor, quando querem passar qualquer imagem num crescendo. 

Em ambos os casos, nenhuma norma gramatical foi infringida; ao contrário, é português escrito com talento e conhecimento de causa! 

Obs.: "Síndeto" é o termo de origem grega comumente usado para designar a nossa conjunção “e”. Portanto, “assíndeto” é a seqüência de orações sem essa conjunção; e “polissíndeto”, por sua vez, é a seqüência de orações com virtuosa repetição da referida conjunção.

Se você interessa-se por escrever bem em português, INSCREVA-SE NO CURSO "A LÍNGUA ABSOLVIDA", do lexicógrafo Sergio De Carvalho Pachá, em

Os limites e a função da gramática

Sidney Silveira

"A gramática não é um mero repositório de regras negativas, pelo fato de ser, antes e acima de tudo, a normatização dos fatos da linguagem — que a antecedem. A gramática não inventa a índole do idioma; ela a pressupõe".

Trecho da segunda aula do curso "A Língua Absolvida", com Sergio Pachá, que irá ao ar na próxima segunda-feira, no site do Instituto Angelicum. 

Enquanto isso, preparamos respostas a algumas perguntas dos alunos relativas à primeira aula — assim como a gravação da terceira aula desta iniciativa pedagógica.

Obrigado a todos os participantes! 
Até breve.

P.S. Um dos temas que, mais à frente, abordaremos é a distinção entre gramática e filosofia da linguagem; esta última, conforme a conceberam Aristóteles, Santo Tomás e outros. Trata-se de coisas correlatas, porém distintas, segundo o nosso parecer.

Como as aulas são gravadas, informamos que as inscrições para o curso "A Língua Absolvida" continuarão abertas em:


P.S.2 Lembro aos alunos do curso "A Beleza na História Cultural" que, na próxima terça-feira, haverá aula; nela falaremos sobretudo de Boécio.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Aquele a quem chamamos Deus...


Sidney Silveira

NÃO HÁ GRANDE FILOSOFIA onde não se conceba um princípio absoluto, e infinito, para todas as coisas — ao qual sempre, direta ou indiretamente, seja necessário fazer referência.

A carência deste referencial supremo transforma-se, cedo ou tarde, no buraco negro em que as teorias filosóficas, mesmo as potencialmente melhores, começam a perder-se.

terça-feira, 13 de maio de 2014

NO ENSINO, TOLERÂNCIA para com os próprios pequenos erros


Sidney Silveira

Somente quem já ministrou aulas longas sabe que podem acontecer lapsos no decorrer duma exposição. Condoer-se demasiado por eles é virar estátua de sal — e esterilizar-se no ato. 

Essas pequenas impropriedades numa fala expositiva são comuns. Apenas advirtamos que o bom professor, após identificá-las, as corrige. Mas nunca, jamais, em tempo algum comete o erro capital de jogar fora a criança com a água do banho, ou seja, não destrói o que de bom construiu por conta de excessivos escrúpulos. 

Errinhos em meio a uma floresta de acertos têm valor moralmente profilático: o de impedir que o bom professor se torne vaidoso, ao perceber que a sua memória não é infalível e a inteligência às vezes tropeça. O importante é que tais falhas não se dêem com relação à forma da coisa ensinada, mas apenas quanto a tópicos materiais — tendo em vista o professor que a matéria, em sentido metafísico, está para a forma assim como a potência está para o ato, os acidentes estão para a substância e a essência está para o ser.

Se perfeito é aquilo a que não falta nada para ser o que é, pensemos nós, os que amamos os estudos, o seguinte: esses pequenos tropeços são inevitáveis, razão pela qual devem servir como aprendizado. Não façamos deles barreiras intransponíveis. 

Não se trata de ter tolerância para com os erros, e sim de não fazer deles um monstro invencível. Afinal, a compreensão da falibilidade humana não é auto-indulgência.

Amor, paciência e constância, eis o que torna alguém perito em qualquer coisa. 

Mas a perfeição absoluta, só no céu.