domingo, 18 de maio de 2014

A espiral e o quadrado: mais um tira-gosto do curso "A Língua Absolvida"


Sidney Silveira

TRECHO DA SEGUNDA AULA do Prof. Sergio De Carvalho Pachá que irá ao ar nesta segunda-feira (19/05) no site do Instituto Angelicum.

Aproveito o ensejo para informar que AS INSCRIÇÕES CONTINUARÃO ABERTAS EM:


Saudações a todos.

sábado, 17 de maio de 2014

LIÇÃO BÁSICA DE ESTILÍSTICA: “assíndeto” e “polissíndeto” num mesmo período


Sidney Silveira

Vamos ao exemplo aludido no título acima:

“O pedagogo formado na escola de Paulo Freire pontifica, inventa, mistura, e mente, e distorce, e seduz”.

> Como se vê, há três orações seguidas entre as quais não existe nenhum conectivo, nenhuma conjunção: “(...) pontifica, inventa, mistura (...)”. Este recurso estilístico está à mão de qualquer escritor competente, e o vemos tanto em Camões como nos romancistas modernos, quando querem dar colorido e força ao que pretendem dizer.

> Há também três orações começadas com a conjunção “e” precedida de vírgula: “(...) , e mente, e distorce, e seduz (...)”. Outro recurso bastante usado por escritores de valor, quando querem passar qualquer imagem num crescendo. 

Em ambos os casos, nenhuma norma gramatical foi infringida; ao contrário, é português escrito com talento e conhecimento de causa! 

Obs.: "Síndeto" é o termo de origem grega comumente usado para designar a nossa conjunção “e”. Portanto, “assíndeto” é a seqüência de orações sem essa conjunção; e “polissíndeto”, por sua vez, é a seqüência de orações com virtuosa repetição da referida conjunção.

Se você interessa-se por escrever bem em português, INSCREVA-SE NO CURSO "A LÍNGUA ABSOLVIDA", do lexicógrafo Sergio De Carvalho Pachá, em

Os limites e a função da gramática

Sidney Silveira

"A gramática não é um mero repositório de regras negativas, pelo fato de ser, antes e acima de tudo, a normatização dos fatos da linguagem — que a antecedem. A gramática não inventa a índole do idioma; ela a pressupõe".

Trecho da segunda aula do curso "A Língua Absolvida", com Sergio Pachá, que irá ao ar na próxima segunda-feira, no site do Instituto Angelicum. 

Enquanto isso, preparamos respostas a algumas perguntas dos alunos relativas à primeira aula — assim como a gravação da terceira aula desta iniciativa pedagógica.

Obrigado a todos os participantes! 
Até breve.

P.S. Um dos temas que, mais à frente, abordaremos é a distinção entre gramática e filosofia da linguagem; esta última, conforme a conceberam Aristóteles, Santo Tomás e outros. Trata-se de coisas correlatas, porém distintas, segundo o nosso parecer.

Como as aulas são gravadas, informamos que as inscrições para o curso "A Língua Absolvida" continuarão abertas em:


P.S.2 Lembro aos alunos do curso "A Beleza na História Cultural" que, na próxima terça-feira, haverá aula; nela falaremos sobretudo de Boécio.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Aquele a quem chamamos Deus...


Sidney Silveira

NÃO HÁ GRANDE FILOSOFIA onde não se conceba um princípio absoluto, e infinito, para todas as coisas — ao qual sempre, direta ou indiretamente, seja necessário fazer referência.

A carência deste referencial supremo transforma-se, cedo ou tarde, no buraco negro em que as teorias filosóficas, mesmo as potencialmente melhores, começam a perder-se.

terça-feira, 13 de maio de 2014

NO ENSINO, TOLERÂNCIA para com os próprios pequenos erros


Sidney Silveira

Somente quem já ministrou aulas longas sabe que podem acontecer lapsos no decorrer duma exposição. Condoer-se demasiado por eles é virar estátua de sal — e esterilizar-se no ato. 

Essas pequenas impropriedades numa fala expositiva são comuns. Apenas advirtamos que o bom professor, após identificá-las, as corrige. Mas nunca, jamais, em tempo algum comete o erro capital de jogar fora a criança com a água do banho, ou seja, não destrói o que de bom construiu por conta de excessivos escrúpulos. 

Errinhos em meio a uma floresta de acertos têm valor moralmente profilático: o de impedir que o bom professor se torne vaidoso, ao perceber que a sua memória não é infalível e a inteligência às vezes tropeça. O importante é que tais falhas não se dêem com relação à forma da coisa ensinada, mas apenas quanto a tópicos materiais — tendo em vista o professor que a matéria, em sentido metafísico, está para a forma assim como a potência está para o ato, os acidentes estão para a substância e a essência está para o ser.

Se perfeito é aquilo a que não falta nada para ser o que é, pensemos nós, os que amamos os estudos, o seguinte: esses pequenos tropeços são inevitáveis, razão pela qual devem servir como aprendizado. Não façamos deles barreiras intransponíveis. 

Não se trata de ter tolerância para com os erros, e sim de não fazer deles um monstro invencível. Afinal, a compreensão da falibilidade humana não é auto-indulgência.

Amor, paciência e constância, eis o que torna alguém perito em qualquer coisa. 

Mas a perfeição absoluta, só no céu.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Tira-gosto da primeira aula do curso "A Língua Absolvida"

Sidney Silveira

PARA ADOÇAR A BOCA

Esta aula do Prof. Sergio Pachá deverá ir ao ar hoje à noite (12/05) no site do Instituto Angelicum, ou amanhã pela manhã.

Aproveito o ensejo para informar que AS INSCRIÇÕES CONTINUARÃO ABERTAS EM:


Matriculem-se, amigos. Ajudem-nos a ajudar o Brasil.


domingo, 11 de maio de 2014

O silêncio dos nada inocentes

Sidney Silveira

Fiz há pouco tempo uma entrevista com o Prof. Sergio De Carvalho Pachá, na qual ele contou os bastidores do nefastíssimo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (veja-se o material em https://www.youtube.com/watch?v=-_wIluG3yRs)

Se fôssemos um país em que os jornalistas são, em média, relativamente sérios, os grandes veículos de imprensa (que recebem "migalhas" do governo patrocinador do Acordo, em forma de milhões de recursos a título de propaganda oficial) fariam aquilo que, no jargão jornalístico, se chama entre nós de "suíte", ou seja: repercutiriam a coisa.

Mas nada. 

Depois, se me der na telha, darei o nome de alguns desses bois que por conveniência não mugem, pessoas a quem eu mesmo mandei a entrevista e ficaram tão apáticas quanto um sagüi diante da "Suma Teológica". 

Estou de saco cheio de muitos dos chamados "coleguinhas" de imprensa!

Em Portugal, a entrevista acaba de ser veiculada num dos maiores jornais diários do país: o Público. O texto é assinado pelo diretor adjunto de redação, Nuno Pacheco.

Vejam o artigo no link abaixo. 

E, uma vez mais, COMPARTILHEM!