segunda-feira, 10 de março de 2014

Como validar no Brasil o certificado internacional do Curso de Extensão "A Beleza na História Cultural"


EXPLICAÇÃO INSTITUCIONAL 

Aos que perguntaram no Instituto Angelicum como revalidar o certificado do curso "A Beleza na História Cultural" que será emitido com o selo de IVITRA (Institut Virtual Internacional de Traducció, da Universitat d'Alacant, UA), é simples. 

O aluno interessado na convalidação e que esteja ainda na sua graduação deve entrar com um pedido na secretaria de seu curso, munido da ementa (com o programa e a bibliografia, disponíveis no site do Instituto). O chefe do Colegiado do curso do aluno analisa o pedido, emite um parecer que depois é votado em reunião departamental. Esse é o mesmo procedimento do aluno que faz uma disciplina de outro curso e quer que ela seja "contabilizada" em seu histórico escolar.

Como a carga horária de nosso curso é maior (90h) que uma disciplina "normal" na universidade brasileira (60h) e IVITRA é, por sua vez, um projeto de excelência (DIGICOTRAM) aprovado pela União Europeia — vocês podem consultar essas informações em http://www.ivitra.ua.es — e, por fim, os proponentes acadêmicos são os Profs. Drs. Vicent Martines (UA) e Ricardo da Costa (UFES) — este que vos escreve — não creio que os respectivos colegiados das graduações dos estudantes inscritos em nosso curso criem empecilhos para isso. 

Para dar um "peso" ao pedido, além do programa, podem anexar o meu currículo — disponível em http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=B727344

Verão que gosto de trabalhar. 

Espero que tenha esclarecido todas as dúvidas institucionais. 

Atenciosamente,
Prof. Dr. Ricardo da Costa (www.ricardocosta.com)

P.S. As inscrições para este curso continuam abertas no link abaixo, onde há todas as informações referentes a ele:



domingo, 9 de março de 2014

Só a inteligência vê o Belo


"A beleza é tanto mais bela quanto maior é a vitória da inteligência sobre os sentidos, da forma sobre a matéria, da alma sobre o corpo, da contemplação sobre a captação sensitiva". (Sidney Silveira)

Curso de Extensão Internacional "A BELEZA NA HISTÓRIA CULTURAL".

TÁ CHEGANDO A HORA, PESSOAL! 
As inscrições continuam abertas no link abaixo:

sexta-feira, 7 de março de 2014

Os grupos secretos que agiram na Igreja antes do Vaticano II


Sidney Silveira

PARA AQUILATAR o caráter insidioso do modernismo condenado por São Pio X na Encíclica Pascendi, cujas premissas teológicas e filosóficas foram literalmente consagradas no Concílio Vaticano II, convém ler o documento posterior a ela intitulado Sacrorum Antistitum, de 1º de setembro de 1910, no qual se lêem as seguintes palavras do grande Papa Giuseppe Sarto: 

"Com efeito, estas pessoas não cessaram de buscar e reunir em associação SECRETA novos adeptos, e de inocular com eles, nas veias da sociedade cristã, o veneno das suas opiniões".

A organização notável desses grupos denunciados pela autoridade máxima da Igreja, como diz o teólogo e historiador italiano Ernesto Buonaiuti no livro Il modernismo cattolico, teve por objetivo programático transformar a Igreja num protestantismo gradual. Para tanto, era necessária a melhor camuflagem possível e uma triste capacidade de agir duplamente: minimizar a posição diante das autoridades, porém exacerbá-la nos encontros secretos (ou discretos).

A coisa foi urdida de maneira planificada até os mínimos detalhes. Roberto de Matteitraz à luz, em seu fundamental livro "O Concílio Vaticano II - Uma História Nunca Escrita", uma confissão do ex-beneditino francês Albert Houtin, que revela sem o menor constrangimento o seguinte: o objetivo do modernismo previa que os inovadores não saíssem da Igreja mesmo se perdessem a fé, a fim de disseminar as suas idéias no decorrer das décadas seguintes à época da Pascendi.

E conseguiram. Mas sabemos que não venceram a guerra.

P.S. Na imagem que ilustra esta postagem, entre outros encontram-se sentados Henri De Lubac, Urs von Balthazar, Yves Congar, Jean Daniélou, Maurice Blondel, Alfred Loisy e Teilhard de Chardin...

As Tábuas da Lei, espelho da natureza humana


Sidney Silveira

Os 10 Mandamentos encerram todos os princípios universalíssimos da moral natural. Não obstante a fórmula proibitiva de algumas dessas leis entregues por Deus a Moisés no Sinai ("Não matarás", "Não roubarás", etc.), o pressuposto delas é algo atinente à essência de todas naturezas intelectivo-volitivas, ou seja: diz respeito às suas tendências e aptidões mais fundamentais. Noutras palavras, são indicativas do bem e do mal nas ações praticadas pelas criaturas dotadas inteligência e vontade, e também preceptivas, ou seja, contêm a proibição do mal e o mandato do bem.

Não por outro motivo, Vásquez, estudioso da obra de Santo Tomás pertencente ao Século de Ouro espanhol, dizia que a lei natural tem o fundamento de sua força obrigatória na própria natureza humana.

Vamos a um exemplo do que se está a dizer:

"Homem, és constituído de tal forma, que não matarás"; 
"Homem, és constituído de tal forma, que não roubarás";
"Homem, és constituído de tal forma, que  não prestarás falso testemunho"; etc.

Ou seja, exatamente por ser capaz de discernir o bem e o mal nos seus próprios atos — o que, em si, já é um extraordinário bem —, tudo o que o homem faça de mal contraria a sua natureza intelectivo-volitiva.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Procedimento apofático de investigação do belo





Sidney Silveira

O que a beleza NÃO É

> Ela NÃO É um conceito arbitrário da inteligência;
> Ela NÃO É produto da vontade;
> Ela NÃO É fruto da imaginação;
> Ela NÃO É um acaso na natureza;
> Ela NÃO É a forma exterior dos entes;
> Ela NÃO É algo sem finalidade tangível.

Estas proposições implicam premissas metafísicas, gnosiológicas e psicológicas a serem apresentadas durante o curso “A BELEZA NA HISTÓRIA CULTURAL”, a ser ministrado por mim e pelo Prof. Ricardo da Costa, cujas inscrições continuam abertas no link do Instituto Angelicum, a seguir:

quarta-feira, 5 de março de 2014

O esplendor dos sentidos: as primeiras noções de beleza na Grécia Antiga

Sidney Silveira
CURSO DE EXTENSÃO INTERNACIONAL "A Beleza na História Cultural" 
(a partir de 18 de março)

"O belo, já nos cantos homéricos, como também no dos poetas líricos, indica o gostoso prazer das impressões sensoriais, sem maiores aprofundamentos. Bela é a figura de Helena, bela é a de Pandora, bela é a de Eros; belos são os sorrisos de Mnemósine, as madeixas de Afrodite, os olhos das cárites (...). Nada aqui comporta ordem, finalidade. 

(...)
O que enche os olhos também incita o desejo, daí que, desde os tempos mais remotos, sobretudo nos poetas líricos, se destaca o aspecto erótico da beleza"

EDGARD DE BRUYNE
("Histoire de la Esthétique")

VAMOS LÁ PESSOAL: As inscrições continuam abertas para este curso no site do Instituto Angelicum, em:


Quem puder, COMPARTILHE! Eu e o Prof. Ricardo da Costa agradecemos penhoradamente.

terça-feira, 4 de março de 2014

Paralisia do bem, pressuposto do maquiavelismo




"A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar".

(Sun Tzu)

Sidney Silveira

QUE O CENÁRIO POLÍTICO INTERNACIONAL hoje apresenta forças antagônicas a digladiar-se entre si pelo poder global, é fato que grandes estudiosos do mundo inteiro corroboram com farta documentação. Primavera árabe, bloco socialista crescente na América Latina, atlantismo, eurasianismo, sionismo, etc., cada qual com o seu suporte político-militar-financeiro, são movimentos geopolíticos alicerçados por doutrinas díspares quanto aos princípios, porém coincidentes num ponto fulcral: ganhar o poder em bloco. 

Filósofos, sociólogos e cientistas políticos podem especializar-se na compreensão de cada um desses movimentos internacionais, assim como no entendimento das premissas que regem a luta intestina entre eles, mas se não colocarem no tabuleiro desse xadrez diabólico a participação da alta hierarquia da Igreja Católica ao longo de cinco décadas — seja por omissão grandemente culpável, seja por documentos magisteriais que contribuem para a preparação do reinado mundial do Anticristo, contrariando dois milênios de seus próprios ensinamentos —, a análise será parcial, ou seja, incompleta no que diz respeito a uma das peças mais importantes em jogo.

Não por outro motivo, diz enfaticamente Santo Tomás em seu "Comentário a Tessalonicenses" que a Igreja receberá o Anticristo de braços abertos. Acrescentemos nós, nesta mesma linha: o crescimento da maldade no mundo, até a conflagração final, tem por pressuposto que a lei evangélica deixe de pairar sobre as consciências, de educar as nações. Não pode haver sequer sombra dela. 

A estratégia é velha como o demônio: neutralize o inimigo antes de tomar de assalto o poder. Confunda intelectualmente as melhores cabeças e depois apresente bens aparentes (no caso, políticos, como a falsa noção liberal de "liberdade") até escravizar totalmente as vontades. Assim, a resistência se atomizará e perderá força — e aos sobreviventes morais desta verdadeira hecatombe espiritual e política restará ou o martírio ou o silêncio. 

É a hora da fé, é a hora da verdade. Os bons que restarem serão provados como ouro no fogo, entregando-se confiantemente à Providência Divina. Eles não acreditarão em nenhum profeta do Apocalipse que apresente fórmulas de resolução mágicas totalmente desconectadas da doutrina sapiencial que preconiza a subordinação das coisas temporais às espirituais. 

Da mesma maneira como o corpo subordina-se às potências superiores da alma.