quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Via ad sapientiam - Pagina interretialis in qua tractantur omnia ea quae ad Latinitatis studium pertinent.


Blog todo em latim

Um presentinho do William Bottazzini!

Sirva de estímulo a quem quer aprender a língua de Cícero. 

Confiram-no aqui:


A propósito, AS INSCRIÇÕES PARA A PRÓXIMA TURMA DO CURSO DE LATIM DO INSTITUTO ANGELICUM CONTINUAM ABERTAS em:


P.S. Em breve daremos notícia de outros cursos do Angelicum programados para 2014
P.S.2. Fale, entenda, escreva e leia em latim — em dois anos, apenas: 




terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Aos amantes do velho esporte bretão que torcem pelo Flu, e aos idiotas da objetividade


Sidney Silveira

O sofisma futebolístico do final de ano

Moralmente, futebol se ganha no campo. (PREMISSA MAIOR) 
Ora, o Fluminense foi beneficiado por uma decisão extra-campo. (PREMISSA MENOR)
Logo, ganhou imoralmente. (CONCLUSÃO)



Defende Santo Tomás de Aquino em seu "Comentário aos Analíticos Posteriores" de Aristóteles que o verdadeiro silogismo demonstrativo não pode induzir à ignorância nem ao engano. E pontua que um silogismo pode ser falso de duas maneiras principais: ou porque a forma silogística é má, e então se dá apenas silogismo aparente; ou porque faz uso de proposições falsas (e um dos modos da falsidade é omitir elementos importantes duma premissa que só poderia valer se se dessem as circunstâncias devidas). Por favor, não nos venham acusar de estar usando tão elevada filosofia para tratar de assunto desimportante como o futebol. Na verdade, a lógica é a arte do bem pensar e em todas as ocasiões da vida em que sustentamos um ponto de vista convém fazê-lo de acordo com as regras da boa lógica. A cabeça bem ordenada é como uma casa limpa e arrumada; assim é sempre melhor.

O sofisma em questão consiste em omitir que futebol se ganha no campo de acordo com regras preestabelecidas. A propósito, perdoem-me as pessoas de moralidade emotiva e mutável como a direção do vento por lembrá-las de que a existência mesma do futebol como esporte praticado num campo retangular gramado, com padrão de 4.136 metros quadrados, duas balizas com 2,44 metros de altura e 7,32 metros de comprimento, duas linhas laterais ao longo do terreno e outras duas linhas ao fundo, um círculo central de 9,15 metros de diâmetro cortado por uma linha que divide geometricamente o retângulo do campo em dois quadrados, etc., tudo isso é assim por conta da existência de regras “extra-campo”. Em linguagem aristotélica, as regras são a causa final do jogo. A sua ratio ou razão de ser.

Quando o torcedor apaixonado grita “gol”, bem poderia ter em mente que o próprio conceito de “gol” é filho das regras do jogo: de acordo com estas, o escore** da partida de futebol muda quando a bola (cujo peso e medida são também definidos por regras!) entra numa das balizas, obviamente sem que na jogada aconteça um lance... contrário às regras! Em síntese, futebol se ganha no campo, sim, mas tudo nele — inclusive as vitórias — depende do estrito cumprimento das regras. Qualquer resultado que descumpra leis ou normas previamente aceitas pelos participantes da competição é imoral! Usemos de uma analogia jocosa para mostrar como, aqui, a premissa oculta é relevante: omitir isto seria mais ou menos como uma dedicada esposa dizer à sua mãe, numa conversa em privado, que o sofá de sua sala está com problemas, mas sem informar que tais problemas consistem no fato de que o seu amado marido mantém, sobre o sofá, noturnas atividades pélvicas lúbricas com a empregada da casa, em ritmo frenético, ao ponto de quebrarem o estrado do sofá. Em suma, a omissão dum fator importante em qualquer proposição nunca conduz à verdade.

E a verdade, caros amigos — nuazinha como Adão e Eva antes da queda original —, é que a vitória do Fluminense ontem no STJD foi a vitória da moralidade. E esta, no caso do futebol, está atrelada ao estrito cumprimento de normas e regras, como muito bem salientou o advogado Mário Bittencourt ao lembrar àquela corte que o princípio da moralidade, no caso em questão, é afim ao princípio da legalidade. Apartar o legal do moral, a propósito, foi obra do positivismo jurídico e este, por sua vez...  Bem, voltemos ao futebol!

Se o que suscitou o problema foi um erro crasso de adversários, vejo um elemento ainda mais interessante: o fado, diriam os gregos; a Providência Divina, digo como cristão. O Fluminense estava fadado a permanecer na série A! E, se a minha intuição não me engana, parece predestinado a vencer espetacularmente o campeonato brasileiro de 2014, contra tudo e contra todos.

Não lisonjeemos, pois, os nossos acusadores falsamente moralistas — dando-lhes razões indevidas. Mais do que nunca gritemos a pleníssimos pulmões:

“NEEENSE”!


P.S. Respeito os tricolores que pensam diferente, mas lhes digo: a vitória na justiça, da maneira como se deu, só fez aumentar o meu amor ao tricolor — ao pavilhão das três cores que traduzem tradição.

P.S.2. Tricolores, compartilhem!
** Uso o anglicismo "escore" de propósito, em homenagem aos inventores do futebol.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Pairam pirilampos na floresta...



Sidney Silveira

Um querido amigo pergunta-me qual seria a música representativa dos últimos 10 anos de PT no comando do país. A única que me ocorre de imediato é “O Vira” dos Secos e Molhados, grupo de grande sucesso na minha infância.

A explicação é simples:

Por uma "alquimia" muitíssimo bem tramada, o Partid(ão) fez com que boa parte da população brasileira acreditasse politicamente em sacis, fadas e pirilampos mágicos. Ou pior: fingisse acreditar. Transformou-nos numa mistura de “Sítio do Picapau Amarelo” com “Alice no País das Maravilhas”. Mundo surreal em que hoje uma ventríloqua semiletrada faz as vezes da Rainha de Copas — cortando não as cabeças, por mera desnecessidade, mas as consciências de uma parcela da população suficiente para reeleger a patota “ad nauseam”.

Nem com um rebolado mais feérico que o de Ney Matogrosso no vídeo abaixo o povão tem hoje saída, pois as demais opções além do Partid(ão) com alguma chance de ascender ao poder oscilam entre o psicodelicamente macabro e o eticamente mefistofélico.

Assim, passemos ou não com o gato preto debaixo da escada, o fato é que não há “santo” capaz de fazer o milagre de (re)civilizar o povo brasileiro a médio prazo.

Dá para começar de novo?

https://www.youtube.com/watch?v=vDvjecJOpa4

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Curso de Latim Clássico do Instituto Angelicum (nova turma)

Sidney Silveira


[leia, escreva, fale e entenda a língua de Cícero em apenas dois anos]

A próxima turma do Curso de Latim Clássico do Instituto Angelicum — que começa em janeiro de 2014 — terá um número menor de vagas. Portanto, aos que manifestaram interesse em se inscrever, aconselhamos que o façam logo para garantir a vaga.


Informações neste link do Instituto Angelicum: 



"Lingua Latina est via certa ad sapientiam". (Prof. William Botazzini).



O sublime é o acordo tácito entre a inteligência humana e algum aspecto do ser — que vem de Deus

Ave Maria Caccini

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Amor e sanidade


Sidney Silveira

A Martín Echavarría

O amor é o modo próprio da sanidade psíquica. Boa parte dos males da alma humana aponta para algum déficit de expansão amorosa, quando a vontade se desgoverna a ponto de prejudicar a compreensão do nexo hierárquico das coisas implicado nas escolhas humanas — dentre as quais o amor é a mais livre, pois ninguém pode ser coagido a amar. Noutras palavras, percebemos melhor o mundo, as pessoas e a nós mesmos nos atos de amor, quando a inteligência e a vontade, irmanadas, geram a virtus unitiva, expressão usada por Tomás de Aquino para designar a força agregadora desta radical inclinação da alma humana ao bem. O saudável dinamismo psicológico de uma pessoa depende de que essa tendência amorosa natural não seja obstada. Por isso, não erraria quem dissesse que muitas patologias anímicas são doenças do amor malogrado.

O amor aperfeiçoa a alma, refina-a, mas ele próprio pode e deve ser aperfeiçoado e refinado desde tenra idade com medidas que favoreçam a abertura da inteligência aos bens reais. Esta pedagogia do amor passa pela formação do caráter a partir da educação da sensibilidade, pela apresentação às crianças de coisas belas facilmente inteligíveis, como a harmonia dos sons, na boa música, e o contato com a natureza. Depois, com atos e palavras que evidenciem o valor do bem e da verdade como propriedades do amor. Alguém assim formado vai aos poucos entendendo, quase intuitivamente, que o amor é o fundamento da vida moral, na medida em que define a qualidade das ações de uma pessoa. Trata-se, é claro, de um aprendizado do intelecto prático, e não do especulativo.

A inteligibilidade do mundo aumenta na medida do amor, que potencializa os sentidos e predispõe a inteligência a lograr os seus atos próprios sem maiores impedimentos. Em resumidas contas, sabemos melhor as coisas que amamos, e mesmo o homem maligno que procura conhecer as fraquezas das outras pessoas para usá-las a seu favor está vetorizado pelo amor — um amor que é apetite desgovernado da própria excelência. Em suma, o amor é a raiz primária de todas as paixões da alma, estejam estas ordenadas ou não. Ele designa a relação real entre o ente dotado de potências intelectivo-volitivas e o bem, daí que a apetecibilidade de qualquer coisa é formalmente a sua “razão de bondade”, como salienta Patricia Astorquiza Fierro no ótimo trabalho Fundamentación Metafísica del Amor en Tomás de Aquino.

Sendo o amor o cumprimento mais ou menos satisfatório da radical orientação teleológica da alma humana ao bem, podemos dizer com o tomista Josef Pieper o seguinte: qualquer psicoterapia que ponha demasiada ênfase na auto-afirmação da pessoa será neurotizante. Levará o homem a mentir a si próprio nalgum grau para escapar às imagens inconvenientes ou dolorosas à consciência. Ocorre que esta camuflada e egolátrica fuga da verdade acaba por retroalimentar os problemas psíquicos, podendo gerar círculos viciosos de fobias e angústias quase incuráveis. Só quem se confronta consigo mesmo sem véus nem subterfúgios pode ultrapassar o umbral da sanidade. Em contrapartida, a insanidade, seja lá como a concebamos, sempre implica o naufrágio do "eu" hipertrofiado ou atrofiado, que se torna cego às coisas exteriores e, por isso, tem grande dificuldade de amar.

Tal confronto de um sujeito com o espelho de sua consciência é praticamente impossível sem que ele perceba a gradação de bens que há na realidade e compreenda o seguinte: a sua sanidade psíquica depende de que amor e bem estejam ordenadamente unidos. 

Em suma, quem ama mais intensamente, escolhe melhor. E se considerarmos que os santos amaram intensamente o que é mais amável — ou seja, Deus —, seremos obrigados a reconhecer, com Pieper, que neste mundo só os santos estão plenamente livres da neurose, ao passo que os demais homens precisam combatê-la enquanto houver vida.

A sanidade dos santos provém de que souberam hierarquizar devidamente o amor. Daí alcançarem a paz, mesmo quando em guerra.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Messianismo político, civilização terminal

Barrabás (Gustave Doré)

Sidney Silveira
Ao amigo Carlos Nougué

Universi, qui te exspectant, non confundentur, Domine.
Salmo XXIV

Quando Pôncio Pilatos volta-se à furiosa turba de judeus e pergunta quem ela quer que seja solto, Cristo ou Barrabás, está falando a homens de todos os tempos. Por trás da indagação do præfectus romano da Judéia se oculta um profundo dilema: cimentar a base social em ardilosos estratagemas humanos ou erigi-la sobre a pedra angular das leis divinas, fonte inalienável dos poderes terrenos, conforme assinala o próprio Cristo quando diz ao vacilante algoz à Sua frente que não teria nenhum poder de libertá-Lo ou de condená-Lo, se não lhe tivesse sido dado do alto. A escolha ali simbolizada é entre construir a Pólis depositando total confiança em homens facciosos — hoje o eufemismo social vigente os considera “democratas” integrantes de partidos políticos — ou na sabedoria eterna. Entre tomar como modelo das ações humanas, e portanto da política, o verdadeiro Messias ou os falsos.

Ora, toda sociedade decadente descamba para o messianismo político. Não há exceções históricas. Por esta razão, no caso de Cristo — situado entre uma Roma imperial corrompida, já afastada dos elevados princípios republicanos que a erigiram, e o elitizado e pretensioso judaísmo farisaico —, a escolha não poderia recair senão sobre Barrabás, o revolucionário zelote.[1] Cristo já o sabia por presciência divina, como também tinha a pleníssima noção de que, com o Seu sacrifício, traria ao mundo a possibilidade de reestruturar-se noutros paradigmas: a caridade, e não a cupidez, passaria a servir de fermento para o corpo social, dos estratos mais humildes e desvalidos aos governantes. O caminho foi longo até a Cristandade gerar as autoridades públicas mais sábias e prudentes de que se tem notícia. Mas ela, de acordo com os desígnios da Providência, também estava marcada para decair, e a queda foi lentamente agônica.

Nenhuma sociedade se desfaz sem perder substância espiritual — e o primeiro grande degrau nesta direção é o farisaísmo religioso, a um só tempo formalista e confiante no seu próprio saber. Tal atitude em geral consagra a letra e mata o espírito do qual ela é apenas símbolo; assim, a religião corrompe-se paulatinamente e os estudiosos das coisas divinas começam a sofisticar o discurso a ponto de se sentirem hermeneutas privilegiados das Sagradas Escrituras, embora sem haver recebido nenhum carisma para tanto. Incapazes de humildemente conservar a tradição recebida, reformam-na fazendo uso de palavras e conceitos de sua própria lavra, e após a sofisticação vem sempre a degradação. Em síntese, toda e qualquer civilização começa a ser destruída por maus teólogos, ou seja, por estudiosos novidadeiros das coisas divinas, e com a cristã não poderia ser diferente. A propósito, ponha-se na conta de dois frades franciscanos o lançamento das longínquas sementes do caos espiritual que se espraiou para o terreno da política e, séculos depois, acabou por gerar a modernidade: Duns Scot e Guilherme de Ockham.

Para se ter idéia, na opinião do Doutor Sutil o homicídio, a traição e a mentira não são coisas intrinsecamente más; elas são más tão-somente porque Deus as proibiu — e o fez por Sua libérrima vontade. Para Scot, no horizonte da moral a vontade divina é a única e exclusivíssima fonte do bem e do mal,[2] e, por esta razão, segundo o seu tresloucado parecer, apenas os dois primeiros mandamentos das Tábuas da Lei entregues a Moiséis no Sinai — referentes a Deus — são indispensáveis e universais. Todos os demais são bons apenas porque Deus quis que fossem, mas poderiam ser maus se Ele assim decidisse. Em Scot não existe nenhuma lei necessária na natureza, nem mesmo uma lei eterna da qual provenha, mas só a vontade divina a pairar como que tiranicamente acima de tudo; Ockham repetirá estes princípios voluntaristas e os aprimorará em várias passagens de sua obra. Na perspectiva deste famoso autor insubmisso ao Papado, nada pode ser propriamente inteligível na criação, já que as coisas não se predicam umas das outras, mas apenas predicam-se convencionalmente os conceitos.[3]

Entre os entes de razão e a realidade das coisas criara-se um pântano impossível de atravessar. Ora, não demoraria muito para a política ser inoculada por esta disteleologia irracionalista que foi tomando as universidades e fazendo as cabeças, geradora de um novo tipo de farisaísmo teológico insubordinado à tradição apostólica e ao Magistério da Igreja. A partir deste período, com o hiato estabelecido entre as coisas temporais e as espirituais, primeiramente sobrevirão as revoluções luterana e calvinista, com as suas inumeráveis guerras sangrentas; mais tarde virão as revoluções francesa (liberal-maçônica) e russa (comunista). O mundo escolhera definitivamente a Barrabás, malgrado as reações magisteriais da Igreja; estas porém se foram tornando impotentes perante o novo vetor materialista, libertário e humanista da história.

Os messianismos políticos multiplicam-se na exata medida em que inexistem autoridades espirituais que, de forma solene, custodiem as verdades eternas. A sagração da consciência individual dos homens como instância intocável é concomitante à dessacralização de todas as coisas, e, neste contexto, a débâcle do Magistério da Igreja a partir do Concílio Vaticano II é o acontecimento culminante do século XX, mais que as duas Grandes Guerras, pois representa o odiento fechar de olhos para as coisas políticas tomadas de assalto pelo que há de pior no gênero humano. Falseado e deturpado, o conceito de “dignidade da pessoa humana” se transforma em motor da política pós-moderna ocidental, e de todos os lados é mencionado para justificar os pleitos mais absurdos.

Hoje alguns querem fazer-nos imaginar que estamos perante uma escolha de Sofia: ou o projeto eurasiano russo, em parceria com cismáticos ortodoxos, ou os neocomunismos imperantes sobretudo na América Latina, ou o avanço europeu do Islã, religião a respeito da qual o abade Pedro, o Venerável, escrevera no distante século XII o estupendo Liber contra sectam sive haeresim sarracenorum. Como pano de fundo de todas essas possibilidades, encontram-se as premissas liberais dos que odeiam a Igreja e a querem ver afastada da instância política a todo custo, pois do contrário o reinado material do Anticristo nunca seria possível.

Em tal configuração, convém ter em vista o seguinte: todos os que põem a confiança no Senhor não serão confundidos, como afirma o Salmo que serve de epigrafe a este breve texto. Portanto, é melhor a derrota política com a cruz espiritual às costas do que a vitória política infamante.

Tal confiança verdadeiramente heróica pressupõe que os católicos não abandonem a Igreja, mesmo com a sua Hierarquia fazendo de tudo para os melhores apostatarem, e também não adiram a nenhum desses messianismos políticos, pois se trata de tentáculos do mesmo demônio.

Seja à esquerda ou à direita da depravação.
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1- Para exemplificar isto, vale frisar que Cristo — diante de Pilatos e dos judeus que O acusavam de blasfêmia — está literalmente entre a omissão culpável do poder político corrupto e a maldade espiritual da mais pérfida das elites, sendo esta última sumamente deletéria, pois se volta contra o bem maior. “Quem Me entregou a ti tem maior pecado” (Jo. XIX, 11).
2- Cfme. Duns Scot, Ordin., I, 46, I, 6.
3- “É tão impossível que uma coisa seja universal fora da alma quanto é impossível que o homem seja um asno”. Ockham, Sent. 2, 78.