segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Exercicio de Teologia da História: a Igreja durante a Grande Apostasia


Sidney Silveira
O que diz Sto. Tomás de Aquino acerca do curto reinado do Anticristo e da situação da Igreja quando ele cumprir-se?

Vídeo extraído de um pequeno trecho de aula do curso "Manifesto das Sombras", do Instituto Angelicum

Quem tiver interesse em ler o Comentário de Sto. Tomás citado no vídeo, veja-o em: 


A Urgência de uma Filosofia Tomista - TERCEIRO VÍDEO DE APRESENTAÇÃO


Sidney Silveira
Informações para este curso do meu amigo Carlos Nougué no blog Estudos Tomistas.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Por uma filosofia tomista

Sidney Silveira
Neste link, o informações sobre o curso do meu querido amigo Carlos Nougué!

Penso que é chegada a hora de estas iniciativas ganharem maior terreno no Brasil, em prol de uma formação verdadeira, que vá além da mesquinhez predominante entre nós.

CURSO DE LATIM - INSTITUTO ANGELICUM


CURSO DE LATIM
Instituto Angelicum

Para uma formação cultural e intelectual sólida, é fundamental o estudo da cultura clássica naquilo que ela nos legou de mais precioso. Diversas são as disciplinas que fazem parte de uma legítima formação clássica: a filosofia, os mitos, a história da civilização greco-romana, a literatura, entre outros. Mas nenhuma delas pode ser verdadeiramente compreendida sem o estudo daquela língua que foi o instrumento de criação de muito destes saberes e que hoje é a chave-mestra para uma interpretação mais acurada do que o tesouro dos clássicos pode oferecer-nos. Esta língua é o latim. Saber latim é ter diante de si a possibilidade de um enriquecimento cultural e intelectual ímpar. É poder dialogar com mais de dois mil anos do melhor da cultura ocidental: Cícero, Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, Tito Lívio, Virgílio, César Barônio, Plauto, Fedro, e muitos outros.
Para levar o aluno à fluência na leitura dos clássicos, trabalhamos com um material de excelente qualidade, utilizado nos melhores centros de estudos latinos do mundo, que dispensa o uso do vernáculo, isto é, os textos são inteiramente em latim desde a primeira aula. O método não se restringe apenas à formação linguística, mas é enriquecido com diversos elementos culturais do mundo greco-romano.
Na verdade, não se trata apenas de um curso de latim: é um também um curso de cultura clássica dado na língua latina que, por sua vez, será apresentada paulatinamente aos alunos no decorrer do curso. Nada de decorar tabelas e traduzir frases sem sentido, descontextualizadas.
Aprenda latim de verdade, com textos informativos e ricos de significado.
Faça sua matrícula! Vagas limitadas.

·         O curso será ministrado pelo prof. William Bottazzini que leciona latim há sete anos e já traduziu diversas obras, além de ser um dos poucos no Brasil que utiliza o latim como língua viva.

EMENTA DO CURSO
CURSO DE LATIM – Instituto Angelicum
Prof. William Botazzini
1º semestre
Gramática
- Os seis casos no singular e no plural (nominativo, acusativo, genitivo, ablativo, dativo e vocativo)
- As duas primeiras declinações (gen. sing. em –ae e –i)
- Adjetivos da 1ª classe - partículas interrogativas -ne, num, nonne.
- Pronomes quis/qui, quae, quid/quod; hic, haec, hoc ; is, ea, id
- Os quatro grupos verbais nas terceiras pessoas (voz passiva e voz ativa)
- Imperativo presente (singular e plural) - locativo - as preposições de acusativo e de ablativo - ablativo de instrumento e ablativo de preço.
- Conjunções
Cultura
- O império romano, suas províncias e aspectos hidrográficos elementares
- As villae romanas
- As estradas romanas
- A estrutura familiar romana

2º semestre
Gramática
- Terceira, quarta e quinta declinações no singular e no plural (gen. sing. em –is; -us; -ei respectivamente).
- Ablativo de modo, ablativo de tempo, ablativo de diferença
- Introdução à formação de palavras (preposição + verbo)
- Comparativo e superlativo
- Acusativo com infinitivo
- Numerais ordinais e numerais cardinais
- Dativo de interesse
- Particípio presente
- Conjugação verbal completa no presente do indicativo das vozes ativa e passiva - Declinação dos pronomes pessoais e possessivos
- Verbos depoentes
- Verbos impessoais
- Formação de advérbio
- Numerais multiplicativos
Cultura
- O exército romano
- Introdução à mitologia
- O calendário romano
- Introdução à medicina na antiguidade
- A rotina no mundo romano
- A vida escolar na Roma antiga
- Sistema monetário romano

3º Semestre
Gramática
- Pretérito imperfeito do indicativo, voz passiva e voz ativa.
- Futuro do indicativo (voz passiva e voz ativa)
- Pretérito perfeito do indicativo, voz passiva e voz ativa.
- Supino (ativo e passivo)
- Estilo epistolar
- Ablativo absoluto
- Particípio e infinitivo futuro
- Mais que perfeito do indicativo, voz passiva e voz ativa.
- Imperativo dos verbos depoentes
- Gerúndio
Cultura
A vida conjugal na Roma antiga Introdução às fábulas (mitos de Teseu e o Minotauro e de Dédalo e Ícaro).

4º semestre
Gramática
- Presente do subjuntivo (ativo e passivo)
- Imperfeito do subjuntivo (ativo e passivo)
- “ut” e “ne” + subjuntivo
- Futuro perfeito do indicativo (ativo e passivo)
- Gerundivo
- Perfeito do subjuntivo (ativo e passivo)
- Mais que perfeito do subjuntivo (ativo e passivo)
- Métrica latina (trochaeus, iambus, dactylus, spondeus)
- Imperativo futuro
Cultura
- Introdução à Vulgata
- Introdução à poesia latina.

Faça a sua inscrição aqui.

Veja o material didático e outras informações no evento do curso no Facebook, com Lissandra Lopes.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sublime comunhão de trapaceiros, vestíbulo do Anticristo


Sidney Silveira
A civilização pós-cristã contemporânea sepultou a idéia de virtude, seja no plano individual, seja no coletivo. Após as violentas assertivas de Nietzsche, Freud e Marx — e, posteriormente, de seus epígonos filosóficos e ventríloquos universitários ao longo do século XX —, o bom caráter acabou por tornar-se uma espécie de impossibilidade sociológica, cultural. Os parâmetros estabelecidos à luz da obra desses mestres da prestidigitação teorética, e também da de alguns dos seus antepassados, como Hobbes e Maquiavel, passaram a ser sobretudo três: o insaciável império da vontade, o governo tirânico e libidinoso do inconsciente e a luta entre grupos vetorizados pelo critério material. De maneira decisiva e em nível até então inimaginável, a arte perdeu o vínculo com o belo e a política com o bem, dois transcendentais do ser.

Tornamo-nos sociedades de tarados impacientes, pessoas que exigem sem demora o cumprimento estrito de absolutamente todos os seus caprichos, pondo a culpa de qualquer infortúnio pessoal ou desejo insatisfeito nas injustiças sócio-políticas, nas desavenças de classe e no “preconceito”, palavrinha mágica hoje capaz de auferir benesses estatais vultosíssimas em favor de quem a souber manipular — sempre a título do pagamento de dívidas atávicas que podem remontar ao paraíso adâmico. A máxima sartreana erigiu-se em norma pétrea: o inferno são os outros, mas numa conformação em que a tolerância à adversidade é zero. Em síntese, não apenas desacreditamos da virtude, mas lhe pusemos gigantescos obstáculos políticos, impedindo que aflore no tecido social, com as cada vez mais honrosas e miraculosas exceções.

Criamos uma cultura patógena, ou seja, fomentadora de enfermidades psíquicas em larga escala, como costuma afirmar o filósofo tomista Martín Echavarría, prolífico autor contemporâneo de importantes estudos na área da psicologia. Por sua vez, o espírito liberal engendrou no Ocidente um cenário no qual a norma é aprovar leis multiplicadoras dos confrontos entre grupos e indivíduos, na prática um fomento legislativo à inimizade, à divisão das sociedades em minorias cada vez mais numerosas que se odeiam com monolítica reciprocidade.

Como não poderia deixar de ser à vista do acima exposto, o homem contemporâneo é tribal, precisa afirmar-se nalgum agressivo grupo identitário excludente de todos os demais, com o luxuoso apoio do Estado. A um só tempo, ele é espiritualmente emasculado, moralmente tíbio e fisicamente violento. Sobretudo o homem da geração neta do “é proibido proibir”, expressão parida, formulada, concebida na nunca assaz incensada anarquia do Maio de 68. A propósito deste evento de falsas intenções libertárias, dizia Raymond Aron que o seu propósito era, acima de tudo, criar uma máquina de guerra para destruir as universidades como centros de ensino e atacar a ordem social inteira. Um radicalismo itinerante que hoje reencarna no Brasil, na pele dos grupos de “manifestantes” financiados indiretamente pelo governo federal para galvanizar toda a política e evitar o nascimento de qualquer verdadeira oposição.

Ora, retirado do sofrimento humano o seu sentido transcendente, que o cristianismo tão benevolamente trouxera ao mundo, não restam senão desespero e agonia, cupidez e desordem, maldade e desonra. Extirpada do horizonte social a noção de culpa, assim como as virtudes teologais — fé, esperança e caridade —, substituídas pela revolucionária tríade fraternidade-igualdade-liberdade, as pessoas tendem a criar mecanismos de autocomiseração e desculpar-se previamente a si próprias, arrolando estapafúrdias justificativas para os mais hediondos atos, sempre tendo à mão algum intelectual, jurista ou parlamentar para lhes dar suporte.

Em verdade, a marcha da insanidade é, na acepção do termo, política: o Estado transformou-se no difusor maior da maldade, na medida em que ele próprio se pretende normatizador do certo e do errado moral, bem ao modo hegeliano. Ele é babá de caprichos e taras potencialmente multiplicáveis ao infinito, garantidor do fundamental direito de jogar todos contra todos e indomável inimigo dos resquícios de cristianismo — principalmente do cristianismo católico tradicional, aquele que defende dogmas bimilenares e a exclusividade salvífica da Igreja.

Na Nova Ordem Mundial, só um arremedo de religião ecumênica poderá ter lugar, e a própria Igreja pós-Vaticano II ajudou a erigir o presente estado de coisas, com gravíssimas omissões políticas e um neomagistério dialogado feito de encomenda para não ferir susceptibilidades. Mas se — como diz Santo Tomás de Aquino no clássico De Maloum pecado é tanto mais grave quanto maior é o bem a que se opõe, quão enorme culpa têm essas autoridades eclesiásticas prevaricadoras do seu múnus espiritual! Descumpridoras da norma segundo a qual, como dizia Leão XIII, o Estado sem a Igreja é um corpo sem alma. Ou, noutras palavras: a matéria sem um espírito que a vivifique é decomponível de per si.

Se a política é hoje esta sublime comunhão de trapaceiros cujo objetivo é manter-se no poder a qualquer custo, tenhamos em vista que a natureza não dá saltos e que para chegarmos a este padrão de degradação foi preciso transformar a política em algo com princípio e fim em si mesma. Desvinculá-la de quaisquer pilares espirituais.

Coisa inédita desde a Antiguidade mais remota.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Caridade e Paz segundo Tomás de Aquino


Sidney Silveira
EIS UM TRECHO da última aula do curso "Manifesto das Sombras".
Agradeço a todos os participantes pelo apoio e também pela paciência para com as imperfeições do professor.
Um pouco mais à frente, transformaremos o curso em DVDs do Instituto Angelicum; quem quiser adquiri-lo também poderá optar por comprar os arquivos. 
Saudações cordiais.
P.S. Ao dizer que "o participante está para o participado assim como o ato está para a potência", estou, literalmente, fazendo uso de uma analogia de proporcionalidade. E, ao dizer que a fé precede a caridade — ambas virtudes teologais infusas —, Sto. Tomás tem em vista que o objeto material da fé é a Sagrada Escritura, ou seja: as verdades reveladas na "Sacra Pagina", e que a fé existe EM ORDEM à caridade nesta vida. E mais: crer é um ato do entendimento ("credere est actu intellectus assentientis veritati divinae"). 
No céu, não haverá mais fé porque já estaremos no conhecimento "per visio", ou seja, na glória da visão beatífica da essência divina.


domingo, 1 de setembro de 2013