sábado, 10 de agosto de 2013

A primeira aula do curso “Manifesto das Sombras” – e uma explicação


Sidney Silveira
Sempre à espreita do guarda de Israel, o demônio também não dorme nem dormita. Como lobo voraz, aguarda o momento de fraqueza ou distração da presa para, então, atacar.
Pois muito bem. Nesta primeira aula do curso Manifesto das Sombras – A política brasileira à luz da filosofia perene, por prudência foi colocada para filmar a minha câmera de mão, além da que fez perfeitamente a transmissão ao vivo.
Na hora de gravar, porém, aconteceu algum desses problemas tecnicamente “diabólicos” (cada vez mais, convenço-me de que as tecnologias e os computadores são entes com aspirações malignas e estão manchados pelo pecado original), e vimos como foi providencial ter gravado com mais de uma câmera. E mais: o Canhoto parece que não gostou mesmo de algo dito aí, pois noutras duas vezes o arquivo quase se perdeu, ao ser baixado.
Seja como for, como ele ficou pesado resolvi disponibilizar esta primeira aula no Youtube, e creio que ganham também os alunos, pois poderão vê-la sempre que quiserem — ao passo que, sem isto, o seu conteúdo só ficaria disponível para eles durante o período do curso, ou seja, em agosto, como acontecerá com as demais aulas.
O ângulo da gravação não é o mesmo do qual me viram, mas nada se perde: a feiúra é feia de onde quer que se veja...
Agradeço o trabalho da Lissandra Lopes de Oliveira, amiga de minha irmã a quem conheço desde quando era meninota e que tem sido de uma dedicação e profissionalismo incríveis; com razão, ela ficou chateadíssima com esta peça que a tecnologia pregou em nós, como acontece às vezes até com a área de TI das grandes empresas. Disse-lhe eu que tudo concorre para o bem e está inserido no âmbito da Providência Divina.
E que talvez os nossos anjos da guarda tenham trabalhado para não se perder o conteúdo desta aula que, se algum mérito possui, é o de tentar traduzir e sintetizar algumas premissas do pensamento de Santo Tomás neste ponto, com alguns toques pessoais.
Desde já, agradeço a vocês pelo carinho e pela compreensão.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

PRESENÇA NO PROGRAMA AO VIVO "SALA DE DEBATE", da TV Futura

Sidney Silveira

Hoje (6/8/2013), às 21h15!

O mote é: Por que jovens brasileiros estão aderindo ao conservadorismo?

Fui indicado pelo pessoal do diretório da nova ARENA aqui no Rio.

Do outro lado estarão os professores Paulo Guilherme Domenech Oneto (que tem trabalhos sobre Deleuze e Benjamin), da UFRJ, e Ricardo Figueiredo de Castro, da UFF, historiador que tem foco em linhas de pesquisas sobre as esquerdas brasileiras (anarquistas, PSB e PCB).

Dizem que o meu fígado será servido à vinagrete.

Quem puder, assista!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O sentido transcendental da história e o movimento declinante das três Eras

*Breve texto para o curso “Manifesto das Sombras
Sidney Silveira
A história humana é um códice da Providência Divina, a mensagem cifrada de Deus a espraiar-se no tempo. Não podemos resolvê-lo por completo, porque ele foi feito a partir da eternidade — e o nosso ponto de observação é deficiente, por estarmos imersos entre as coisas temporais. Esta é a premissa teológica de que partimos.
Só será possível ao homem elucidar os arcanos da história, com todos os dramas centrais que conformam o devir de sua trajetória ao longo dos séculos, sob o influxo da luz beatífica da essência divina, ou seja, no céu. Enquanto isto não ocorre, cabe ao historiador católico tentar compreender os ciclos e eventos históricos esforçando-se por se colocar na perspectiva de Deus, tendo como causa material desta empreitada os documentos de época, e como causa formal a Sagrada Escritura (verdade revelada por Deus), o Magistério da Igreja (custodiadora deste precioso depósito) e a obra dos grandes doutores. Em nosso caso, do Doutor Comum: Santo Tomás de Aquino.
Tal arte poderá chegar, no máximo, a um esboço de visão a partir de esquemas gerais. Foi exatamente o que tentou Santo Agostinho na Cidade de Deus. Todas as demais tentativas de interpretar os fatos históricos sem se elevar muito acima deles próprios estão condenadas a ser mais ou menos reducionistas — por não entenderem que os valores pressupostos nos atos humanos representam a maior ou menor proximidade a uma realidade imutável, intangível, inefável, inominável: Deus. Ora, porque todos os movimentos pressupõem algo metafisicamente imóvel, sem o qual eles não seriam possíveis, visto que o movimento não pode remontar ao infinito numa série de causas essencialmente ordenadas, com a história humana não poderia ser diferente. Ela parte de Deus, causa universalíssima, e se orienta teleologicamente a Ele como a seu fim último.
De nossa parte, sem ignorar algumas técnicas hermenêuticas da moderna historiografia, levaremos em consideração os fatos históricos a partir do que Santo Tomás escreveu sobre as três virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade.
A partir daí é que propomos os três ciclos:
Ø  a Era da Perda da Fé (séculos XIV ao XVIII);
Ø  a Era da Perda da Esperança (séculos XIX e XX, até o Concílio Vaticano II); e
Ø  a Era da Perda da Caridade (período final do século XX e século XXI — até o final dos tempos, que não sabemos quando será).

Isto não é novidade absoluta. Já o nosso Gustavo Corção esboçara algo neste sentido, ao pressupor que o século XXI seria o século sem caridade. O que nem o escritor brasileiro nem nenhum historiador que eu conheça fez foi propor o esquema acima.
Prossiga-se, pois, com os eventos que a nosso ver simbolizam esses três períodos, sem jamais perder de vista que o verdadeiro historiador é uma espécie de decifrador de códices simbólicos, e não apenas o sujeito que lê documentos do passado.
A Era da Perda da Fé
Antes de tudo, diga-se que uma era se define, entre outras coisas, pelo vetor axiológico que nela predomina, ou seja: pelos valores que movem transcendentalmente o curso dos fatos. Não é, pois, ocioso dizer que numa era comunista nem todos são comunistas, numa era democrática nem todos aderem a esta forma de governo, etc. Há marchas e contramarchas no interior de cada ciclo histórico, forças contrárias e heterogêneas em luta. Mas, por trás delas, se percebe a mudança de paradigma histórico. Foi assim, por exemplo, quando a Virgem de Guadalupe apareceu no México, no solstício de inverno, e os próprios povos locais conseguiram ler na imagem o signo de uma nova Era naquela parte do mundo.
A Era da Perda da Fé começa em dois vetores: político e filosófico. No terreno da política, ela é expressa no atentado de 1303, em Agnani, ao Papa Bonifácio VIII, último Pontífice do período medieval (...),  
(O restante do texto será disponibilizado aos alunos do curso “Manifesto das Sombas”).

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

AOS AMIGOS DE SÃO PAULO (curso no Mosteiro de São Bento)

Sidney Silveira
Fica a dica do Curso de Patrística que terá como base principal o recém-lançado livro "Exortação aos Gregos", de Clemente de Alexandria, da Coleção Medievalia — que estou coordenando para a editora É Realizações.
O curso, ministrado pelo Prof. Joel Gracioso, será no Mosteiro de São Bento paulistano, conforme se lê no cartaz que ilustra esta postagem.
Se eu fosse de Sampa, conferiria!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

BREVE EMENTA do curso “Manifesto das Sombras”

Sidney Silveira
1-     Expor sumariamente os pressupostos da doutrina tomista sobre a política, mostrando a sua atualidade.
2-     Propor três ciclos históricos, que culminam no presente momento:
a) Era da Perda da Fé (séculos XIV ao XVIII);
b) Era da Perda da Esperança (séculos XIX e XX — até o Concílio Vaticano II); e
c) Era da Perda da Caridade (final do século XX e século XXI).
Neste último tópico, serão apontados vetores da destruição completa da verdadeira noção de bem comum, assim como a transformação maquiavélica da política num fim em si, e também como mera luta por manutenção no poder, com os malefícios daí decorrentes.
3-     Analisar o presente momento à luz destes princípios, sem deixar de salientar que o processo de degenerescência civilizacional chegou ao ponto em que não é humanamente possível pôr-lhe freios. A menos que se mudem os revolucionários critérios liberais — no sentido católico tradicional — transformados em pano de fundo de todas as maneiras atuais de fazer política: do neocomunismo, que cresce nas Américas, à configuração caótica das plutocracias contemporâneas.
Neste contexto, tentar-se-á apontar porque a agenda globalista poderia ser combatida eficazmente APENAS se a Igreja voltasse a expressar — de maneira solene e apostólica — os princípios do seu Magistério, sem matizar o discurso ou tentar adaptá-lo àquilo que é, formalmente, o seu avesso.
Pequena bibliografia indicada a quem quiser aprofundar-se nas premissas propostas no breve curso:
Santo Tomás de Aquino
Suma Teológica (todo o tratado da lei)
Comentário à Política de Aristóteles, Prólogo e Lectio I (encontrável na internet, em francês/latim:

ou espanhol, em:

Jorge Martínez Barrera
A Política em Aristóteles e Santo Tomás (obra esgotada, encontrável na Estante Virtual)

Platão
República, Fedro, Leis e Político

Patrícia Calvário
O Governo da Cidade no De Regno

Aqui a advertência fica para o fato da equívoca terminologia “dois fins do homem”, adotada pela Autora, pois em verdade há um único fim, Deus, sendo o outro fim intermediário instrumental.

Textos autorais publicados no Contra Impugnantes sobre o tema também serão indicados, ao longo das aulas.

Inscrevam-se aqui e nos ajudem a manter este projeto, amigos.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ruga de preocupação



Sidney Silveira

Dedicado à dulcíssima criatura politizada que, ao ver novo anúncio do minicurso "Manifesto das Sombras", mandou caridosa mensagem chamando-me de nomes lindos em língua macarrônica e rogando para que eu parta desta para melhor, em tom ameaçador...

Filho, tenho 48 calejados anos, já estive perto da morte não poucas vezes, e mais: não tenho nem de longe a importância que me dás.

Beijo no teu coração!

Smack!

terça-feira, 30 de julho de 2013

“Manifesto das Sombras”: última semana de inscrições para o minicurso online

Sidney Silveira
Se você não suporta o Brasil da boçalidade usurpadora e da psicopatia como norma de ação política, talvez valha a pena contemplar a situação presente à luz de alguns dos elevados princípios da filosofia política de Santo Tomás de Aquino.
Esta é a última semana de inscrições para esta iniciativa de um mês, conforme cartaz acima e hotsite do curso, ou neste evento do Facebook.
Formas de Pagamento: Depósito Bancário ou Paypal/Cartão de crédito

Se for pagar pelo Paypal, acesse o seguinte link:
https://www.paypal.com/cgi-bin/webscr?cmd=_s-xclick&hosted_button_id=V95ALT3CR35HN

No caso de depósito bancário, os dados da conta são:
Banco: Bradesco
Ag: 0469
C/C: 01331270-2
Favorecido: Lissandra Seixas Lopes
CPF: 024.958.447-66
O investimento total para as oito horas do curso é de apenas R$ 85,00.
Saudações a todos!
Sidney Silveira