terça-feira, 30 de julho de 2013

“Manifesto das Sombras”: última semana de inscrições para o minicurso online

Sidney Silveira
Se você não suporta o Brasil da boçalidade usurpadora e da psicopatia como norma de ação política, talvez valha a pena contemplar a situação presente à luz de alguns dos elevados princípios da filosofia política de Santo Tomás de Aquino.
Esta é a última semana de inscrições para esta iniciativa de um mês, conforme cartaz acima e hotsite do curso, ou neste evento do Facebook.
Formas de Pagamento: Depósito Bancário ou Paypal/Cartão de crédito

Se for pagar pelo Paypal, acesse o seguinte link:
https://www.paypal.com/cgi-bin/webscr?cmd=_s-xclick&hosted_button_id=V95ALT3CR35HN

No caso de depósito bancário, os dados da conta são:
Banco: Bradesco
Ag: 0469
C/C: 01331270-2
Favorecido: Lissandra Seixas Lopes
CPF: 024.958.447-66
O investimento total para as oito horas do curso é de apenas R$ 85,00.
Saudações a todos!
Sidney Silveira

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O cérebro vadio das vadias: a indomável opção pelo nada

Sidney Silveira
Há uma escala na relação da inteligência com as coisas — que pode ir da compreensão extática de elevadas verdades até a mais agônica recusa do ser, quando as convicções de uma pessoa se tornam impermeáveis a todas as evidências em contrário. Neste caso, a alucinação ganha contornos sistêmicos e é quase impossível sair da ciclofrenia, ou seja: da loucura circular que até pouco tempo os manuais de psiquiatria chamavam de psicose maníaco-depressiva. Em situações tais, as certezas do indivíduo transformam-se na expressão cabal de um delírio. Então, o caminho apresenta-se desimpedido para que o afastamento da realidade se dê em progressão geométrica, até gerar taras e monomanias de todos os tipos possíveis e inimagináveis.
Interessa-nos aqui mencionar o que chamaremos de delírio político, caracterizado por um estado crepuscular frenético no qual o sujeito sonha de olhos abertos, projetando sobre a coletividade um falso ideal que não é outra coisa senão a tentativa de moldar tudo e todos à imagem e semelhança de sua própria perda do senso comum. Neste quadro, é completa a irredutibilidade da convicção delirante a qualquer tentativa de dissuasão. O sujeito constrói a sua visão do mundo a partir dos destroços de si próprio, e nestes casos não há psicotrópico ou remédio de tarja preta que dê jeito, pois o problema não é clínico. É espiritual, noético. O alucinado amansa, é claro, porque o medicamento atua sobre o sistema nervoso central, mas continua sem manter contato com a realidade dos valores que conformam a sua humana condição.
Traço típico da personalidade do delirante político é forjar analogias entre situações essencialmente distintas, sem ter a menor noção de que se trata de uma petição de princípio, ou seja, do ato de inserir indevidamente a conclusão nas premissas de que parte. Para tanto, o delirante conta com o terrível auxílio de dois fatores: a hipertrofia da sensibilidade, que pode levá-lo a histrionismos patéticos, e a intransigência autoritária típica dos estados paranóicos, nos quais qualquer objeção é rejeitada instintivamente — e o objetor, tido como inimigo a ser desqualificado a qualquer custo. O delírio torna-se sistema vital gerador da incrível e absurda coerência entre as idéias-fixas que o modelam e a conduta do sujeito.
O Brasil das “manifestações” — termo eufemístico que serve de antolhos para o delirante político não ver os crimes que, direta ou indiretamente, comete ou apóiatem dado mostras veementes de como esse tipo de personalidade brutal, insana, tornou-se endêmica. Na prática, o caminho para chegarmos à presente situação foi palmilhado por décadas de desinteligência daquilo que alguns filósofos medievais chamavam de saluberrima veritas, ou seja: o núcleo de verdades constituintes da essência humana. Não existe nenhum exagero em dizer que há cinqüenta anos estamos sendo educados para o desespero, e o desespero é a indomável opção pelo nada.
As marchas das vadias são um dentre tantos retratos de que, no Brasil atual, delírios megalômanos, pretensiosos e de maligna puerilidade ganharam voz “política”. Nestes eventos vê-se algo insólito, levando-se em conta toda a história humana: pessoas a ostentar publicamente a própria depravação como um troféu — circunstância reveladora de que, em suas pobres almas, a vaidade alcançou estranho e superlativo grau. Em breves palavras, este é o signo distintivo de um peculiar transtorno da personalidade, no qual a referência tirânica ao próprio umbigo vira bandeira social, tendo como adereço publicitário suplementar algumas tetas murchas, de espontânea feiúra. Coerentes e fiéis às premissas hedonísticas que lhes servem de sustentáculo, essas criaturas têm da liberdade uma erudita concepção vaginal-peniana, e também anorretal.
Para o bem de todos e felicidade geral da nação, alguém poderia prendê-las por vadiagem cerebral explícita. Mas não apenas por isto, é claro: os vários delitos constantes do Código Penal cometidos por elas em eventos dignos de enrubescer um Calígula — enquanto, com funesta benemerência, a grande imprensa as chama de “manifestantes” — já há tempos ultrapassaram os limites suficientes para o Ministério Público denunciá-las. Desta vez, com a naturalidade cênica de quem tira meleca do nariz, à luz do dia essas vadias enfiaram crucifixos nas suas asseadas vaginas, como também os introduziram amavelmente nos gulosos ânus dos seus companheiros de utopia. Quebraram símbolos religiosos, berraram palavrinhas de ordem, simularam masturbação com a cabeça da imagem de Nossa Senhora e levaram a cabo (e pelo cabo) outras de suas lúdicas atividades, por acaso contrárias à lei.
A devoção à imbecilidade é a religião dessas meninas-moças. Religião que se propaga como rastilho de pólvora numa sociedade psicótica, ao mesmo tempo em que representa a narcolepsia social em forma de coletivismo anárquico.
Como se vê, o gigante brasileiro acordou. Pena que era um demônio de quinta categoria.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

MANIFESTO DAS SOMBRAS - A POLÍTICA BRASILEIRA À LUZ DA FILOSOFIA PERENE



Sidney Silveira
Última chamada para este minicurso online que começa dia 08 de agosto. Informações com Lissandra Lopes em lissandra@cursoiom.com.br (tel. 21 9768 1291), ou em https://www.facebook.com/events/493213767427255/?fref=ts.
Agradeço desde logo aos que, inscrevendo-se nesta iniciativa, contribuirão para mantermos vivo o trabalho de difusão da obra de Santo Tomás de Aquino no Brasil.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A presidenta, o Papa e o meu vaso sanitário de estimação

A Sérgio Pachá,
lexicógrafo miseravelmente
defenestrado da Academia Brasileira
de Letras por opor-se à feiúra
sem acento gráfico no “u”.
Sidney Silveira
Devido a um fenômeno paranormal ainda não explicado, toda vez que ouço os discursos políticos de D. Dilma sinto a incoercível vontade de acocorar-me e expelir dois ou três quilos de dejeto cru. É uma espécie de súbita incontinência fecal, absolutamente espontânea, distinta dos casos de possessão diabólica clássica — nos quais se observam contorções somáticas contrárias às leis da física e da fisiologia, força hercúlea, levitação, fluência em línguas antigas desconhecidas pelo endemoniado, entre outras coisas mais ou menos horripilantes.
Explica-me com santa paciência o meu exorcista particular que os verdadeiros possessos têm aversão a coisas sagradas, e não a atos profanos revestidos de robótico gestual, como no caso em questão. Adverte-me também o sacerdote que os pobres homens controlados pelo demônio são acometidos de momentos de fúria e agitação insólita, e eu, ao sentar-me na privada para dar vazão à diarréia, mantenho a placidez invencível de um monge do deserto. Seja como for, confesso: sem desfazer da opinião do especialista, ainda indago se as minhas voluptuosas defecações têm causa preternatural ou não. O diabo é astuto e sabe enganar as pessoas; é capaz de fazê-las expressar com bolor intestinal o horror que sempre deveriam ter ao que é feio e infame.
Tão estranha patologia pode acarretar-me o sério problema de sujar as calças em momentos indevidos. Foi o que quase me aconteceu no dia da chegada do Papa Francisco ao Brasil, ao ver alguns personagens da comitiva presidencial ferrenhamente anticatólicos a sorrir com languidez demagógica para o Pontífice, a agraciar-lhe com apertos de mão piores que o beijo de Judas. Mas o mais aflitivo veio depois: o discurso da presidenta, com os indefectíveis jargões e cacoetes mentais e semânticos da Novilíngua petista, como “anseio de nossos povos (sic.) por justiça social”, “dignidade cidadã”, “oportunidade para todos”, “convivência com a diferença”, etc. Isto para não falar dos “extraordinários resultados alcançados pelo Brasil na superação da miséria”, durante o pontificado da ideologia atualmente no poder.
[Pausa forçosa, para ida às instalações sanitárias]
Na prática, a fala da excelentíssima governanta — com menção ao “Bolsa Família”, como não poderia deixar de ser — foi um exame de próstata com dedo de gigante a invadir o ânus dos homens de boa vontade, e também o dos de má. Ensinamento de como não se deve fazer diplomacia. Aula de oportunismo político de baixo coturno. Coisa feia, porém representativa do momento histórico no qual a política se transformou numa pantomima intragável, o que necessariamente acontece quando ela se torna um fim em si mesma. A propósito, para alguns políticos não seria má pena ouvir eternamente, no inferno, os seus próprios discursos, proclamados com solenidade histriônica durante o tempo que lhes foi dado viver neste mundo. Mas não desejemos tamanho mal a quem nos faz mal.
Como católico não é meu propósito, no presente texto, abordar o caráter mundano dessas “Jornadas”, inseridas litúrgica, doutrinal e esteticamente no contexto da Igreja pós-conciliar. Apenas registro ser impossível não ver a recepção dada pelas autoridades brasileiras ao Papa — no momento em que se prepara no país a aprovação do aborto, assim como a da chamada “lei da mordaça gay” — como um filme de terror trash, sob a bandeira do ecumenismo e do laicismo, também presentes na fala da atual ocupante do Palácio da Alvorada, sem que o Romano Pontífice se pronunciasse acerca delas.
Pelo andar da carruagem viverei feliz, nos próximos anos, agarrado ao meu vaso sanitário de estimação, se este inusitado mal das tripas não me abandonar. Seja como for, se você — querido e nobre leitor — não entendeu que usei os termos “presidenta” e “governanta” apenas para fazer jus ao padrão do protocolo oficial da mandatária da Nação, informo com pesar: você circunstancialmente assemelha-se ao produto final do meu intestino recalcitrante.
Mas não percamos a esperança: hoje irmanados au milieu de la merde, quem sabe um dia todos veremos novamente a luz?

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Deu n'O Globo!

Sidney Silveira
FRASE DO DIA — dita na tarde da chegada do Papa Francisco ao Rio por uma "artista" com as tetas balouçantes e nenhum desejo de autopromoção.

"A gente não é contra nada. A gente é a favor do que a gente acredita".

Filólogos, gramáticos e lógicos entre os mais gabaritados no cenário internacional foram convocados às pressas, para interpretar — à luz de elevados conceitos da ciência hermenêutica — o conteúdo transcendente desta frase fulminante.
Veja-se o texto das duas matérias abaixo. E cada qual chegue às suas próprias conclusões a respeito desta intrincada questão metafísico-gnosiológica...

sexta-feira, 19 de julho de 2013

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Breve lição de Filosofia Moral

Rua Ataúfo de Paiva, no Leblon, tomada por "manifestantes" que destruíram parte do bairro, nesta quarta (17/07/2013)
Sidney Silveira
As depredações, os roubos e a violência de vândalos e bandidos que, em mais uma “manifestação” democrática, destruíram ontem parte do bairro do Leblon, no Rio de Janeiro — local onde mora o parlapatão governador Sérgio Cabral —, fizeram-me passar por aqui rapidamente para republicar um texto há um mês veiculado gentilmente pelo Prof. Angueth em seu blog, quando o Contra Impugnantes estava fechado.
A questão começa com a proposição de um problema:
É moralmente lícito a alguém participar ordeiramente de uma ação cujos resultados presumíveis são o caos e a violência?
Resposta:
Em sentido absoluto, não!
O ato humano pode ser especificado por dois vetores: o fim bom e as circunstâncias de realização desse fim. Como a circunstância dos atos humanos é acidental, e não essencial, muitas vezes não altera moralmente o fim bom ou mau do ato. Assim, por exemplo, se um professor qualquer dá uma aula magistral, não importa a circunstância de fazê-lo num luxuoso auditório, com microfones e ar-condicionado, ou numa sala velha em péssimo estado de conservação. Da mesma forma, matar alguém pelas costas não retira o caráter nefasto da ação, seja esta realizada numa avenida ou num corredor estreito.
Noutras vezes, porém, as circunstâncias retiram do ato o seu fim bom, ou o degradam a ponto de eliminar a licitude da ação. Este é o caso de alguém realizar um ato imbuído de boas intenções, mas SABENDO DE ANTEMÃO que ele acarretará — juntamente com os bens visados — males que podem pôr em risco a vida das pessoas e também as instituições públicas e privadas.
Ora, se as grandes manifestações, nas capitais brasileiras e no interior, acabaram em destruição, vandalismo, desordem, crimes, etc. — e, portanto, se prevê com ELEVADÍSSIMO GRAU DE PROBABILIDADE que outras aglomerações reivindicadoras terminarão da mesma forma —, participar delas é MORALMENTE ILÍCITO e contrário ao bem comum e à paz social, seu sucedâneo imediato. Algo análogo a atirar contra um ladrão que está escondido atrás de uma multidão de inocentes.
Portanto, valorosos defensores da pátria amada: manifestem-se participando da política, e não contribuindo, mesmo alegando boas intenções, para culpavelmente destruir as precondições materiais e institucionais de sua existência.
Simples assim.
Em suma, contribuir ordeiramente para a desordem é um mau em si, pelas razões acima alegadas.