sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Morte, maldita sejas mil vezes!

Sidney Silveira
Relendo o breve texto sobre Santo Alberto Magno, vejo que ficou incompleto. Há uma passagem muito bonita, que se refere ao seu amado discípulo, frei Tomás. Na margem de um manuscrito do século XIII, lê-se um comentário de Alberto exatamente na questão 90 da terceira parte da Suma Teológica. A certa altura do texto, escreve ele: "Aqui, morre Tomás. Oh, morte, maldita sejas mil vezes!" ("Hic moritur Thomas. O mors, quam sis maledicta").

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

As relações entre a inteligência e a vontade (I)


Sidney Silveira
De acordo com Santo Tomás, os atos propriamente humanos, ou seja, aqueles que nos distinguem de todos os demais entes dotados de alma (anima = princípio intrínseco de movimento do corpo) provêm das duas potências superiores inscritas em nossa forma: a inteligência e a vontade. Em suma, entender e querer são atualizações de possibilidades propriamente humanas — na medida em que dos outros animais só podemos dizer que entendem e querem por analogia de atribuição. A menos que concedêssemos que uma anta pudesse querer jogar uma partida de xadrez contra Garry Kasparov, ou que um asno recitasse o Veni, Creator Spiritus desejando contemplar a face de Deus, por entender ser Ele o Sumo Bem. Como tal opinião é de uma asnice sem tamanho, pois nos levaria a aporias insanáveis, deixemo-la.

Ao indicar a bibliografia para a primeira aula do seu Curso de História da Filosofia, o Carlos fez alusão ao caráter problemático de uma tese do Pde. Cornelio Fabro atinente às relações entre a inteligência e a vontade. Noutra oportunidade, faremos um comentário ao livro do pensador italiano intitulado Riflessioni sulla libertà, onde se encontra a tese referida pelo meu querido amigo. Por hora, deixemos consignadas quais são as relações entre a vontade e a inteligência, na doutrina do Aquinate. Em suma, faremos um esboço de definição acerca de se há ou não primazia de uma potência sobre a outra — e em que ocasiões isto pode ocorrer.

Comecemos pela consideração de que o objeto do entendimento (o verum) é superior ao da vontade (o bonum apprehensum), na medida em que para nós o bem só pode dizer-se “bom” enquanto verdadeiro. Neste sentido, a razão de bem (ratio boni) radica na razão de verdade (ratio veri), porque a vontade — que é o apetite intelectivo do bem — só deseja algo na única e exata medida em que esse algo se apresenta a ela na forma de um bem. Em síntese, dada a sua constituição ontológica, a vontade não pode querer o mal em si (simpliciter), mas apenas acidentalmente (per accidens), como por exemplo ocorre a um suicida que, ao matar-se, realiza esse ato porque morrer, naquele instante dramático, se lhe afigurou como algo melhor do que viver sofrendo, por esta ou por aquela razão. Ou seja: a vontade quis o que, no ato, lhe pareceu um bem.

Em síntese, o verdadeiro está para o bom na mesma medida em que o ato está para a potência, pois o ser dos entes é apresentado à vontade somente após ser conhecido. Por isso Santo Tomás sustenta que não é possível querer o que não se conhece, pois algo só pode ser apetecido na medida em que o seu modo de ser (modus essendi) seja descortinado, em algum grau, pela inteligência. Por conseguinte, o entendimento dá à vontade o seu objeto, conforme se lê num estupendo artigo da Suma Teológica (I, q. 82, a.3, ad.2).

Como diz com grande acerto G. M. Manser, O.P., no seu hoje esgotado A Essência do Tomismo, a primazia do verdadeiro e da inteligência sobre o bem e a vontade aplicou-a Santo Tomás a Deus, ao universo e ao homem com uma extraordinária perfeição. Em resumo, o fim supremo do universo é a verdade (cfme. Suma Contra os Gentios, I), captável apenas pelo intelecto, razão pela qual o entendimento move a vontade humana até o seu objeto e exerce uma radical primazia sobre ela. A vontade só quer e apetece o fim enquanto conhecido pela inteligência e apresentado por esta como apetecível. O entendimento é, pois, a primeira causa de toda apetecibilidade da vontade, e dele dependem, em caráter absoluto, todas as volições.

Por outro lado, em certo aspecto (secundum quid) pode-se dizer que há uma primazia específica da vontade sobre o entendimento. Ela ocorre quando a atividade da vontade supera a da inteligência. Quando, por exemplo, a vontade apetece bens externos que têm um modo ser mais nobre em si mesmos do que em nosso entendimento — Deus, por exemplo —, a sua atividade supera a da inteligência. Assim, amar a Deus supera tudo o que dele possamos conhecer pela razão natural. É, pois, um ato da vontade mais nobre e superior a quaisquer atos que o homem possa praticar neste mundo.

Mas há outra primazia, à qual denominamos “primazia de atividade” (quoad exercitum, nas palavras de Santo Tomás). Em síntese, tendo a vontade como objeto o bem em geral (bonum in communi), por conseguinte ela quer o bem de cada uma das potências do homem, inclusive o da inteligência. Em palavras chãs, podemos dizer que, quanto às atividades, a vontade é a propulsora das outras potências, inclusive da inteligência. Um exemplo? A aquisição mesma do saber, que exige tantos sacrifícios, tantos anos de dedicação e tantas renúncias, que só mesmo uma firme vontade pode levar um homem ao ponto de se transformar num grande conhecedor de determinada matéria.

Há ainda outra primazia da vontade — também uma primazia de atividade — que é com relação à liberdade. Mas como há tantos erros neste ponto, como o do voluntarismo scotista, por exemplo, convém explicar:

1- No juízo meramente especulativo, o entendimento julga se algo é em si verdadeiro ou falso. Aqui não desempenha a vontade nenhum papel. Guiada pelas evidências, a inteligência chega à conclusão da bondade ou maldade do ente a que se refere (real ou de razão) por si mesma;
2- No juízo especulativo-prático, o entendimento julga se algo é bom ou mau e, por conseguinte, permitido ou proibido por si mesmo, em todas as partes e para todos (conformitas ad rem). Aqui também a vontade não entra em campo;
3- Por fim, no juízo meramente prático, o entendimento julga o que é preciso fazer num caso concreto, e, nestas circunstâncias, este juízo se apresenta à vontade. Portanto, julga o que é conveniente para a vontade hic et nunc, e o que é para ela bom ou proveitoso (conformitas ad appetitum). Mas como, em cada homem, nada há de mais variável do que as situações concretas, é evidente que este juízo não é propriamente científico, mas prático — e se refere à primazia da liberdade da vontade. Ou seja: a vontade, aqui, é absolutamente livre para querer ou não querer.

Estes três casos foram retirados do mencionado livro de Manser, e ilustram muito bem a teoria de Santo Tomás. Em suma, a nossa vontade é absolutamente livre apenas com relação a bens particulares aos quais não se determina necessariamente, de sorte que possa ou não escolhê-los. Mas, ainda neste caso, ela está condicionada pelo entendimento na medida em que mesmo estes bens particulares, aos quais a vontade pode ser indiferente, só são apetecidos na medida em que sejam formalmente bens para a inteligência.

Em outro texto, falaremos como, numa teoria como esta, se explica ter o primeiro anjo querido o mal e caído em tão monstruoso pecado de aversão a Deus, se nele a apreensão intelectiva do bem era tão perfeita... E como em Adão, em quem (no estado de justiça original) os apetites estavam todos ordenados, pôde haver pecado.

Para os desavisados, estes fatos poderiam levar-nos à conclusão de que o mal pode ser querido em si (simpliciter). Mas este é um grande erro. Veremos os porquês noutra ocasião.

Esclarecimentos sobre a bibliografia

Carlos Nougué

A leitura da bibliografia indicada com relação à aula inaugural do “Curso de História da Filosofia” não é pré-requisito para ela. Aliás, não o é tampouco para as demais aulas, que serão didaticamente suficientes e ministradas de modo acessível.

Indicando a cada aula a bibliografia correspondente, busca-se orientar o aluno em seus estudos, não só durante o nosso Curso, mas ao longo de toda a vida. Não se poderia tratar, naturalmente, de estudar salteadamente, por exemplo, uma Metafísica de Aristóteles, cuja leitura pode pressupor o acompanhamento de nosso primeiro ano de curso, no qual veremos toda a Filosofia Clássica (greco-romana). Nem, muito menos, se trataria de obrigatoriamente ler em latim um Comentário de Santo Tomás, o que não se pode indicar senão para os que já saibam a língua do Aquinate (e, se não está indicado em outras línguas, será pelo menos por desconhecimento nosso de traduções para elas). O aprendizado do latim, como do francês e do espanhol, parece-nos importantíssimo mas não indispensável para o estudo inicial das ciências filosóficas. Dada a enfermidade de que padece o atual sistema educacional também com respeito aos idiomas, seria absurdo postergar o aprendizado inicial da filosofia para depois do aprendizado deles. Muito pelo contrário, como o estudo das ciências filosóficas é coisa de toda uma vida, e como que deve converter-se em sangue e ossos de quem se entrega a ele, o estudo das línguas em que principalmente tais ciências se vertem pode ser feito concomitantemente àquele, e na medida do possível: primeiro o espanhol, depois o francês ou o latim. E não nos esqueçamos: nem Santo Agostinho nem Santo Tomás de Aquino sabiam grego, que era então a língua filosófica por excelência.

Temos por objetivo, com este Curso, dotar os alunos de ampla capacidade de entender a filosofia e sua linguagem. A leitura das obras indicadas em nossas bibliografias, portanto, deve dar-se quando já se tenham condições para tal ― para o que, justamente, nos esforçaremos por contribuir.

Até, pois, a aula inaugural.

Bibliografia inicial do Curso de História da Filosofia



Carlos Nougué

Bibliografia mínima referente à aula inaugural do “Curso de história da Filosofia”(“Que é a História da Filosofia”, 3 de novembro de 2009)

I) A Metafísica de Aristóteles, Livros Primeiro (especialmente 1-2), Segundo, Quarto e Sexto.

Observação 1: A melhor tradução ao português é sem dúvida a feita da tradução ao italiano por Giovanni Reale (3 vols., bilíngüe, São Paulo, Edições Loyola, 2005). Observe-se, contudo, o seguinte:

a) Giovanni Reale, como ele mesmo o diz, não é aristotélico-tomista, mas platônico-plotiniano-agostiniano. Ora, isso deforma por vezes suas conclusões a respeito da relação entre Aristóteles e Platão; embora, reconheçamo-lo, também o leve a superar com correção alguns equívocos a respeito desses dois filósofos que se perpetuavam entre os tomistas. Para além de tudo isso, porém, e afora o fato de o trabalho do italiano ser maiúsculo em muitos sentidos, é inegável que não podemos alinhar-nos a parte razoável de suas conclusões com respeito às diversas correntes filosóficas. Vê-lo-emos ao longo do primeiro ano deste Curso.

b) Cuidado especial há que ter com a tradução de Giovanni Reale (e pois com a de seu tradutor brasileiro) dos seguintes termos:

● Onde tradicionalmente se usa “sabedoria” (σοφία, sophía), Reale usa “sapienza” e seu tradutor “sapiência”.

● Onde tradicionalmente se usa “prudência” (φρόνσις, phrónesis), Reale usa “saggezza” e seu tradutor “sabedoria”.

Parece-me um capricho, e devemos usar sempre os termos tradicionais, sob pena de descontinuidade, precisamente, da tradição filosófica.
Itálico
Observação 2: Pode-se recorrer também à tradução francesa da Metafísica de Aristóteles pela Sœur Pascale-Dominique Nau, op, encontrável em
http://docteurangelique.free.fr/ .

Observação 3: Cuidado especialíssimo se deve ter em quase todas as traduções de Aristóteles e dos gregos em geral (e em muitas de Santo Tomás de Aquino) quanto aos seguintes termos:

a) Ón (), que corresponde em latim a ens, entis; em francês a étant; e em português e espanhol a “ente”. Infelizmente, porém, grande parte das vezes é vertido por être ou “ser”. Trata-se porém de coisas distintas: “ente” é tudo quanto tem ser; mas não é o Ser, conquanto se possa dizer, analogicamente, que Deus (cuja essência é ser) é o Sumo Ente ou, melhor ainda, o Ente sem fieri.

b) Por sua vez, eînai (primeira pessoa do singular: eimí, “sou”), sim, é que corresponde a être e a “ser”. Ón é justamente o particípio presente neutro de eînai, assim como ens, entis é o particípio presente de esse, e étant o de être.

Veremos aprofundadamente tudo isso na hora certa; mas habituemo-nos desde já a esta correção terminológico-conceptual.

II) O Comentário de Santo Tomás à Metafísica de Aristóteles.

Observação 1: Encontra-se o texto latino integral em
http://www.corpusthomisticum.org/ (in Opera omnia S. Thomae, Commentaria, In Aristotelem, Sententia libri Metaphysicae).

Observação 2: Em
http://docteurangelique.free.fr/ , encontra-se uma tradução parcial (e desigual) ao francês.

III) De Réginald Garrigou-Lagrange, El realismo del principio de finalidad, dedebec/ediciones desclée, de brower, 1947, cap. IV (“Orden en que deben estudiarse las ciencias filosóficas”), pp. 185-200. Magnífico, como toda a obra deste que se deve reputar entre os maiores tomistas de todos os tempos.

Observação: Cuidado especial, porém, deve ter-se também aqui com o que se diz mais acima (Observação 3 de I) de ente e ser. Trata-se de um problema quase geral entre os tomistas, o qual nos grandes, como Garrigou-Lagrange, implica apenas certa confusão terminológica e maneiras algo mais obscuras de explicá-lo, mas em tomistas menores implica verdadeiro nó conceptual. Esta observação, todavia, não nos faz adeptos do P. Cornelio Fabro, que porém tanto insistiu corretamente na distinção entre ente e ser. Ao contrário, como veremos também na hora certa, o filósofo italiano parece-nos incorrer em certo “escotismo” no tratamento da “vontade”, o que, naturalmente, nos afasta dele. Sentimo-nos decididamente seguidores da tradição tomista em que está um Cardeal Caetano, um Padre Garrigou-Lagrange, o Padre Teixeira-Leite Penido de A Função da Analogia em Teologia Dogmática e outras obras, e um Padre Álvaro Calderón.


IV) Do Padre Álvaro Calderón, A Candeia Debaixo do Alqueire, Rio de Janeiro, Edições Mosteiro da Santa Cruz/Angelicum ― Instituto Brasileiro de Estudos Tomistas, 2009, Apêndice Primeiro (“Algumas Noções Teológicas”), pp. 275-280.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Curso sobre a Alma Humana: última semana de inscrições

Sidney Silveira
Esta é a última semana para inscrições no minicurso
“A Alma Humana – Dos pré-socráticos a Santo Tomás de Aquino”, a ser ministrado pelo Nougué todas as quartas-feiras deste mês de novembro, na bela sede da Academia Brasileira de Filosofia – ABF, que, uma vez mais, nos foi franqueada por seu presidente, João Ricardo Moderno (Prof. da Uerj), para a realização de um curso.

As inscrições devem ser feitas pelo email curso@edsetimoselo.com.br, pelo qual passaremos todas as informações sobre como proceder.

Da consciência farisaica à detração

Sidney Silveira
Diz Santo Tomás que a virtude é certa disposição psicológica de um sujeito que seja congruente com o modo de ser de sua natureza, razão pela qual a virtude é uma espécie de bondade*. E o vício é, justamente, o oposto: uma disposição contrária ao modo de ser de sua natureza. Mas entre uma virtude e um vício oposto, muitas vezes, há tanta semelhança que é dificílimo fazer a distinção entre eles. Há pusilanimidade parecida com prudência, prodigalidade com aparência de liberalidade, imprudência com fumos de coragem, avareza semelhante a equilíbrio nos gastos, adulação com ares de afabilidade, etc. Para julgar com retidão, é preciso atentar para os atos correlatos ao vício ou virtude em questão, pois estes nunca vêm sozinhos.

Uma dessas confusões se dá entre a benignidade e a covardia. Na verdade, é ridículo pensar que um sujeito é bom apenas porque não briga com ninguém, não discute sobre nada, mas busca sempre a convergência. Acentua antes os pontos em comum e minimiza as discordâncias entre as pessoas. De fato, isto em muitos casos pode ser boa coisa, pois, antes de tudo, revela uma predisposição para a concórdia que, em si, deve ser louvada. O problema se dá quando os pontos de desacordo se referem a algo de capital importância, e mais ainda: quando implicam o erro ou o acerto, a verdade ou a mentira em relação a determinado ponto. Então, aquilo que parecia de uma bondade alvar (como dizia caricatamente Nelson Rodrigues de alguns de seus personagens de crônicas) revela o seu caráter maléfico. E o que parecia ser o retrato de um espírito bondoso e pacificador, mostra ser o signo de uma omissão — que pode ser mais ou menos culpável na exata medida do conhecimento com que a ação foi levada a cabo.

Neste último caso, a consciência vai-se obliterando até chegar ao ponto em que o auto-engano se transforma num hábito pelo qual o sujeito torna-se incapaz de julgar com retidão os acontecimentos de sua própria vida. É o caso da consciência farisaica, que, de acordo com os grandes mestres de Teologia Moral, faz uma pessoa diminuir o que é importante e essencial, e aumentar o que é desimportante e acidental.

Não há como este arquetípico sujeito farisaico não se transformar num detrator, com o decorrer do tempo. Mas detrator de quem? De qualquer um? Não. Daqueles que dizem as verdades incômodas que a sua consciência tinha jogado para debaixo do tapete — e ele, decididamente, não quer ver. Não há como não se tornar semelhante ao personagem Dorian Gray do romance de Oscar Wilde, cuja fulgurante beleza esconde uma consciência tornada horrenda, em razão de uma vida de mentiras. É claro que, devido a esta atitude inicial de negação, uma pessoa em tal situação dramática não quer pôr à prova as suas crenças e opiniões, pois o medo de ver o erro em que está fala mais alto. Portanto, não lhe resta senão a murmuração.

Alguns católicos liberais, talvez por se ligarem a grupos ou a alguns movimentos que hoje pululam na Igreja, têm um esgar de nojo e espanto com os textos do Contra Impugnantes — apesar de os freqüentarem com uma assiduidade que muito nos honra. São os nossos mais sutis detratores, e muitas vezes essas palavras ao léu por eles proferidas, aqui e ali, nos chegam por canais os mais improváveis. Mas o fato é que chegam.

Definitivamente, não lhes quero o mal, de forma alguma. E, quanto a alguns deles, tenho a firme esperança de que Deus os tirará, mais dia menos dia, dessa rede de crenças equívocas que molda a sua consciência**.

* Suma Teológica, I-II, q. 71, a. 1, resp.
** É claro que não me refiro aqui àqueles liberais que mentem e detratam com plena consciência. O caso destes é muito difícil, pois os pecados contra a Verdade se tornam uma qualidade permanente da alma, como diz o Aquinate em alguns trechos de sua obra...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sobre os Anjos (De Substantiis Separatis)

Sidney Silveira
Veja-se um trecho da palestra de lançamento do livro Sobre os Anjos ("De Substantiis Separatis", de Santo Tomás), da qual participamos eu, na condição de editor, o prof. Paulo Faitanin (da Universidade Federal Fluminense - UFF) e os professores Sérgio Salles e Carlos Frederico Calvet (ambos da Universidade Católica de Petrópolis - UCP), além do meu nobre amigo Luiz Astorga — autor da excepcional tradução desta obra magna de metafísica aplicada ao tema dos Anjos. Trata-se de uma edição, por assim dizer, universal, enriquecida por um sem-número de notas explicativas. Uma edição para ficar de pé na estante. O evento aconteceu em dezembro de 2006, no Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB, no Centro do Rio.