quarta-feira, 16 de maio de 2018

Compra do livro "COSMOGONIA DA DESORDEM"



Sidney Silveira

O livro "Cosmogonia da Desordem" está à venda na loja do CDB, em:

https://loja.centrodombosco.org/cosmogonia_da_desordem

Para quem o cálculo do frete ficar mais alto, indicamos a seguinte opção:

DEPÓSITO:
BANCO ITAÚ
AGÊNCIA: 4895
C/C 16614-0
CPF. 064.404.567-17

VALOR: R$ 92,00 
(R$ 74 do livro + R$ 18 do frete fixo, por Registro Módico para todo o Brasil).

Quem optar por este tipo de compra deve enviar o comprovante de depósito para o seguinte endereço eletrônico: edicoes.ci@gmail.com. No corpo do e-mail, deve informar o nome e o endereço completo (incluindo o CEP) para recebimento do livro pelos Correios.

Nesta modalidade o preço de envio é único porque a definição do valor é por peso. 

"Cosmogonia da Desordem" tem 768 páginas e o seu formato é 23x15cm.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

A valentia neurótica


Sidney Silveira

Nada mais distante da virtude da fortaleza que a valentia, entendida como mescla de jactância, audácia imprudente, falta de temor, presunção, ambição desmedida e vanglória. Em breves palavras, a valentia é uma espécie de sucumbência a pavorosos estados psíquicos, dos quais é quase impossível a pessoa sair depois de enredar-se neles. Como conformador da alma de todo ferrabrás, de todo bravateador, de todo rufião está o que alguns escolásticos chamavam de pusillo animo, ou seja, o espírito pusilânime. Trata-se, pois, de criaturazinhas de ânimo apoucado que se imaginam super-heróis a defenderem o bem, a verdade, a justiça e – valha-nos Deus! – até a religião.

Com grande acuidade, Santo Tomás de Aquino afirmava que a virtude da fortaleza tem dois movimentos principais: atacar moderadamente (moderate aggredi) e resistir (sustinere).[1] Ao contrário do valentão que tem por hábito perder-se numa barafunda de contendas, de rixas, de debates infrutíferos levados a cabo de maneira insultuosa e maledicente, o sujeito forte não gasta as suas energias com altercações a respeito de se chove ou se faz sol, nem tenta paranoicamente adivinhar as intenções alheias, quando tem dúvidas. Ele vislumbra com clareza as circunstâncias em que é preciso agir – atacando com moderação os obstáculos ao bem visado em sua ação e resistindo aos males com os quais depara. Ao proceder assim, o forte reprime o temor e modera a audácia, dando-lhes a inteligibilidade sem a qual os atos humanos acabam regidos por perigosas paixões.

A genuína coragem é prudente; a falsa, imprudente. Eis aqui o critério seguro para quem queira aquilatar a real diferença entre o corajoso e o fanfarrão, entre o forte e fraco. Em síntese, os fortes são intrépidos na defesa de bens inegociáveis, mas sempre com prudência; os fracos são intrépidos na defesa dos seus egos cada vez mais hipertrofiados, por ocasião dos debates ilusórios que presumem vencer. Pensam discutir perante sábios na Ágora ateninense, mas estão sozinhos, aprisionados no cenáculo das suas consciências cauterizadas. A precipitação, vício decorrente da imprudência, é a propósito o labirinto do qual esses pobres-diabos não conseguem sair, o que faz deles verdadeiros profissionais da murmuração, da calúnia, do embuste travestido de boas intenções. Neste contexto, mencionemos o que diz Josef Pieper num dos seus escritos sobre as virtudes cardeais: Se o amor é perverso, o temor também o será. Ora, não há amor mais perverso que o da vanglória, filha da soberba; não há medo mais medíocre que o de não receber os aplausos do mundo.

Observe-se aonde leva a falta da virtude da fortaleza: à degradação do caráter.

Vale ainda dizer que a ambição, vício oposto à fortaleza por excesso, é um tipo de avareza espiritual, nas palavras do Dr. Martín Echavarría,[2] porque as honrarias não devem buscar-se por si mesmas; mas para desgraça do fraco é justamente neste terreno pantanoso que ele se afoga. Em brigas nas quais se mete, este frenético ser ambiciona sempre o reconhecimento de alguma platéia. Pois muito bem, a ambição é diametralmente oposta à magnanimidade, virtude considerada por Tomás de Aquino como uma das partes potenciais da fortaleza.[3] Esquadrinhemos, então: a pessoa forte tem o ânimo magno, ou seja, volta-se às coisas grandiosas de maneira ordenada; a pessoa fraca padece de pequenez de ânimo, ainda quando esta sua pusilanimidade se manifesta sob a capa cínica da impertinência.

A valentia neurótica é o retrato fidedigno do mentiroso in actu excercito de enganar-se a si mesmo.

Palmas para ele!


1- Santo Tomás de Aquino, Suma Teológica, II-II, q. 123.
2- Martín Echavarría, Los vicios opuestos a la fortaleza según Tomás de Aquino.
3- Santo Tomás de Aquino, Suma Teológica, II-II, q. 129.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Analogia, instrumento do saber


Sidney Silveira

Dado o modo propriamente humano de conhecer  abstrativo e, por sua natureza, precário, pois nunca esgotamos a inteligibilidade do real , a analogia é o procedimento por excelência das ciências e da filosofia, ainda quando cientistas e filósofos não tenham a menor noção do que venha a ser a analogia, a qual era conhecidíssima de matemáticos e de geômetras desde os tempos dos pitagóricos e de Euclides.

Para o que nos interessa destacar, basta referir o seguinte: para aqueles geniais perscrutadores da natureza das coisas, "logos" era termo designativo de qualquer relação de comensurabilidade entre duas partes homogêneas, ao passo que "analogia" era um "logos" composto, ou seja, a relação de comensurabilidade de duas relações. Portanto, se "logos" implicava uma relação entre apenas dois termos, por sua vez "analogia" exigia pelo menos quatro termos.

Diz o seguinte o filósofo José Miguel Gambra em notável estudo sobre a analogia. Se lembrarmos que a palavra grega "logos" foi traduzida pelos latinos por "ratio", do verbo "reor" (calcular, computar, etc.), assim como por "portio" (que significa "quasi pars", "mensura"), e se também considerarmos que o prefixo latino "pro" pode traduzir o grego "ana", chegaremos a "proportio" para traduzir "analogia". Estamos a falar, pois, de proporções e, portanto, de relações entre semelhanças e dessemelhanças.

Isto é, digamos de maneira sumariíssima, a analogia.

Conhecemos comparando, e comparar não é outra coisa senão mensurar graus de similitudes entre coisas distintas. Em síntese, raciocinar é o modo próprio de o homem investigar a realidade medindo-a em diferentes níveis, por comparação entre termos e conceitos implicados em princípios, premissas e evidências; nas palavras do Aquinate, "compondo e dividindo"  até chegar a conclusões mais ou menos certeiras.

Isto posto, assinala Gambra, aludindo ao neotomista Santiago Ramírez, maior estudioso do tema no século XX, que as ciências e a filosofia não têm como escapar à analogia.

Nós a encontramos em todos os tipos de conhecimento:

> NA FÍSICA, basta pensarmos na lei newtoniana segundo a qual dois corpos se atraem na razão direta de sua massa e na razão inversa ao quadrado da distância entre eles. Temos aqui uma perfeita analogia!

> NO DIREITO, a regra segundo a qual de duas ou mais coisas similares há de fazer-se o mesmo juízo, e não juízos diversos, é uma perfeita analogia!

> NA LÓGICA, se estabelecemos com Santo Tomás que o silogismo dialético está para a opinião assim como o silogismo apodítico está para a ciência, temos uma perfeita analogia.

Gambra enumera outras analogias na arquitetura, na filologia, na biologia, na sociologia, na história, na psicologia, na teologia, na poética e em incontáveis ciências, as mais díspares entre si, para deixar consignado tratar-se de um instrumento inescapável tanto para cientistas como para filósofos.

Pena que a modernidade e a pós-modernidade quase inteiras mataram a aula sobre esta ferramenta tão cara aos escolásticos...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

HISTÓRIA DO BRASIL SEM MÁSCARAS

AULA 5 no ar!

"O 'esquecimento' do Brasil no começo do século XVI":

http://cursos.contraimpugnantes.com.br/curso/historia-do-brasil-sem-mascaras-aula-5/


As quatro exposições anteriores do curso "HISTÓRIA DO BRASIL SEM MÁSCARAS" podem ser adquiridas em:  

http://cursos.contraimpugnantes.com.br/categoria/historia-do-brasil/

P.S. As aulas são vendidas em separado, a R$ 35 cada. Assim, as pessoas podem ter acesso – se lhes aprouver – apenas àquelas cujo tema for do seu interesse.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Muita irreverência, nenhuma piedade


Sidney Silveira

Quando a irreverência transforma-se em hábito é sinal de que a devoção a Deus e a piedade são impossíveis para uma pessoa.

Leia-se com atenção o Capítulo XX da Regra de São Bento, intitulado "De reverentia orationis", para que se entenda o seguinte: OS IRREVERENTES SÃO DEVOTOS DO PRÓPRIO UMBIGO, no melhor dos casos, porque lhes falta o abandono de si e a circunspecção, duas características das almas contemplativas, únicas capazes de real devoção.

Muita galhofa para com os homens descamba num coração impuro para relacionar-se com Deus da maneira devida, a saber, reverente e devotamente.

"Humilitas", "reverentia" e "puritatis devotio", que segundo São Bento perfazem a atitude interior da verdadeira oração, são realidades muito distantes dos escarnecedores.

Se estivesse nos desígnios de Deus recivilizar o mundo, bastava, sim, a essência da pedagogia beneditina.

domingo, 31 de julho de 2016

Jacques Hamel, mártir? Não sabemos!


Sidney Silveira

Ensina a teologia católica que o martírio é um ato de fortaleza sobrenatural, ou seja, infundida por Deus, por meio do qual alguém aceita PACIFICAMENTE ser morto para dar testemunho da fé em Cristo custodiada pela Igreja.

Sendo uma graça especialíssima, o martírio implica duas circunstâncias, entre outras:

> um ódio específico à fé católica ("odium fidei"), da parte do assassino;
> a aceitação da morte de maneira absolutamente pacífica, sem reação, da parte do mártir (por amor a Cristo).

Para termos idéia do rigor canônico nos processos eclesiásticos de antanho, todos levados a cabo com admirável prudência, houve quem não fosse considerado mártir só porque esboçou uma leve reação em defesa da própria vida, no momento da morte.

Outros tempos...

Em suma, o mártir PREFERE SER MORTO a negar a Cristo, e o faz com a alegria de saber tratar-se duma coroa espiritual gloriosa, concedida a poucos. Tal preferência deve manifestar-se por sinais exteriores inequívocos. Podemos dar como exemplos — distantes um do outro, no tempo — a atitude de São Pedro e a das carmelitas francesas de Compiègne, na hora de suas respectivas mortes.

Valhamo-nos agora duma linguagem metafísica para dizer que a morte violenta infligida pelo carrasco ao cristão é causa material do martírio. A causa formal é a caridosa oblação interior que o mártir faz a Deus na hora de sua morte, não raro também rezando pela salvação de quem o mata. Em síntese, não basta uma pessoa ser morta violentamente para a Igreja considerá-la mártir, pois o ato especificador do martírio é uma entrega caridosa, daí dizer Santo Tomás: "(...) ad actum martyrii inclinat quidem caritas sicut primum et PRINCIPALE motivum".

A propósito, a catequização do Brasil acelerou-se quando índios antropófagos perceberam que alguns portugueses por eles assassinados — e depois comidos com infame volúpia — se punham de joelhos antes de morrer não por covardia, mas por uma coragem de ordem muitíssimo superior, feita de perdão aos homens e amor a Deus.

Quem leu com atenção a "História Geral do Brasil", de Varnhagen, cuja ilustração desta postagem fotografei para mostrar neste breve texto aos amigos, percebeu o seguinte: os índios passaram do desprezo àquilo que consideravam tibieza ao estupor de descobrir uma forma supina de coragem. Até então, segundo relato de diferentes cronistas, o prisioneiro da tribo inimiga a ser comido passava por um regime de engorda, e até lhe era oferecida uma jovem para que tivesse algum recreio venéreo antes de morrer. Esta concubina pré-funerária tinha de derramar algumas lágrimas, depois da morte do seu amante circunstancial, para mostrar-se digna de comer o primeiro bocado do banquete: o pênis do defunto.

Oh, elevada civilização dos bons selvagens!

Quanto ao padre Jacques Hamel, degolado por desgraçados muçulmanos na última semana, senti-me envergonhado ao ver uma garotada católica afirmar com certeza tratar-se de um MÁRTIR QUE JÁ É NOSSO INTERCESSOR NO CÉU. Santo Deus! Comentei isso ontem com um excelente canonista amigo meu, e ele não apenas concordou comigo, como também citou estudiosos que estão a sublinhar o tamanho da imprudência desta afirmação, assim como a total inocuidade teológica e magisterial dela.

Não conhecemos todas as circunstâncias deste crime bárbaro, simples prenúncio do que está por vir no continente europeu espiritualmente prostrado, moralmente emasculado e politicamente ferido de morte pelo pluralismo.

Seja como for, nunca é demais estudar, um pouco que seja, antes de opinar em matéria tão complexa.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Duas novidades: revista "Verbum" e Coleção Neotomismo



Sidney Silveira

Em breve darei notícias detalhadas de duas iniciativas nas quais estarei envolvido: escrever artigos para a revista "Verbum", cujo primeiro número logo será anunciado, e coordenar a COLEÇÃO NEOTOMISMO, que editará obras de autores verdadeiramente fabulosos.

O primeiro livro da referida coleção será do filósofo e teólogo belga Pierre Mandonnet (em destaque na foto desta postagem), no qual é abordado o problema do averroísmo latino do século XIII.

A maior parte dos autores da Escola Neotomista iniciada no último quartel do século XIX, diga-se sem constrangimentos de nenhuma espécie, está muito acima de tudo o que ainda hoje é louvado como alta filosofia do século XX.

Precisaremos do apoio dos amigos para levar o projeto COLEÇÃO NEOTOMISMO em frente, aviso desde logo.

Ele virá a luz pela editora Primus, também responsável pela revista "Verbum".

sexta-feira, 24 de junho de 2016

História do Brasil sem Máscaras




Sidney Silveira

HISTÓRIA DO BRASIL SEM MÁSCARAS — a pátria além da ideologia

Começo com o amigo Sergio Pachá uma atividade em molde muito diferente de tudo o que já fizemos juntos: um curso de História do Brasil que poderá ser adquirido pelos interessados aula a aula, ou seja, de acordo com o tópico que lhes aprouver.

Sem qualquer nódoa de falsa modéstia, digo o seguinte: atualmente, nem nas faculdades de História nem fora delas se tem acesso a um conteúdo como o que apresentaremos, sobretudo da maneira como o apresentaremos.

Cada aula custará R$ 35.

Iremos do Descobrimento à Era PT, montando quadros sinópticos.

Em poucas palavras, tratar-se-á duma História do Brasil sintética e comentada. 

CLIQUE NESTE LINK (http://goo.gl/6jWLvo) e adquira a primeira aula.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Pai


Sidney Silveira

Pai,

Só sabe que a inocência existe quem a perdeu de olhos abertos.

A minha época de verdadeiro idílio foi quando — menininho ainda — eu não via nada à frente além de você, pai. Quando nada mais me importava além da sua anuência às minhas incontáveis travessuras.

O tempo passou e os nossos caminhos se foram afastando aos poucos, mas tenho confiança em Deus que eles voltarão a se cruzar. Sim, numa realidade em que perdão e amor serão apenas dois nomes a designar um só movimento d'alma.

Quem sabe lá conseguirei ser um filho melhor?

Esta foto, relativamente recente, foi-me enviada por minha irmãzinha a seu pedido, pai, para que eu o visse sem barbas após longo tempo em que você as manteve longas.

Descanse em paz, meu velho.

Se algum dia tive pureza de espírito, foi na época em que dormia somente depois de ouvi-lo entrar em casa, às vezes tarde da noite. Era a senha para o sono vir.

Já vai muito longe o tempo em que o meu coração foi bom. E só o foi por causa do amor incondicional que você me fez sentir, naqueles anos. Um amor cheio de momentos inesquecíveis, como quando, orgulhoso, eu saía do Maracanã nos seus ombros após uma vitória do nosso tricolor.

Se algo de bom em mim ainda vive, é essa infância que não morreu.

Nela, você foi o rei.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A vaca muge no brejo


"Lutar contra os católicos 'integrais' numa frente orgânica 
é muito mais difícil que lutar contra os católicos modernistas".
ANTONIO GRAMSCI
("Note sul Machiavelli, sulla Politica e sullo Stato Moderno", Cap. V, n. 3)

Sidney Silveira

Os esquerdistas de meados do século XX se esmeraram em conhecer bem os inimigos com o intuito de medir as suas forças com o maior realismo possível, ao passo que as direitas liberais foram hipnotizadas pela ferida narcísica de crer nos seus dotes intelectuais "superiores", presunção tola que só poderia acabar mal.

Gramsci tinha clara noção da dificuldade de lutar contra adversários intelectualmente quase imbatíveis, ou seja, a direita católica tradicional, que, naquela altura, com o esfacelamento das monarquias, procurava reorganizar-se. Não por outro motivo, as esquerdas foram cada vez mais se aproximando do modernismo católico que acabou por sair vitorioso no Concílio Vaticano II.

No Brasil, essa esquerda católica liberal metamorfoseou-se na comunistóide Teologia da Libertação, que, no plano político, é mãe solteira do Partido dos Trabalhadores.

Só uma ignorância histórica grandemente culpável pode negar estes fatos.

terça-feira, 24 de maio de 2016

O mundo da falsa unidade...


Sidney Silveira

"El delirio por la unidad se ha apoderado de todos en todas las cosas: unidad de códigos, unidad de modas, unidad de civilización, unidad administrativa, unidad comercial, industrial, literaria y linguística".
DONOSO CORTÉS

Lembremos que Donoso Cortés morreu em 1853 e tenhamos a idéia de quão visionário ele foi. O delírio de que fala transformou o mundo em amálgama indomável, feito duma unidade oca, sem substância – a qual joga todos contra todos prometendo a redenção terrena duma paz quimérica.


terça-feira, 3 de maio de 2016

DIA 10/05: no ar, curso "A Inveja"

Sidney Silveira

FALTA UMA SEMANA para ir ao ar o minicurso "A inveja".

Digo aos amigos que participar desta iniciativa é ser solidário com um dificultoso projeto de difusão do pensamento de Tomás de Aquino no Brasil — o qual a transcende, e muito.

Se a felicidade, nesta vida precária, é "el imposible necesario", como a definira o filósofo espanhol Julián Marías em sua instigante "Antropología Metafísica", isto indica que ela passa pelo conhecimento dos princípios civilizatórios sem os quais a vida comunitária se torna um caos, e a vida individual, um inferno.

O Brasil está no inferno e no caos justamente por ter perdido o saber e o sabor desses princípios, que Santo Tomás tão bem expôs.

O conhecimento acerca da natureza dos vícios e das virtudes é desses que julgamos necessariíssimo.

Você que tem noção da importância do resgate de Tomás de Aquino nos dias que correm, INSCREVA-SE AQUI:


P.S. O valor total do curso é R$ 80,00. Quem já participou de alguma atividade do Contra Impugnantes, assim como quem está cadastrado no site, recebeu e-mail com instruções sobre como adquiri-lo a R$ 60,00.

sábado, 23 de abril de 2016

Máximas e mínimas sobre a inveja




Sidney Silveira

CURSO "A INVEJA" — INSCRIÇÕES EM:


MÁXIMAS E MÍNIMAS SOBRE A INVEJA

* A inveja nunca morre de cansaço.
* O invejoso adora com fervor a mediocridade alheia.
* Não há redenção na inveja.
* A mais pequenina e silenciosa das invejas é um ato de fúria.
* O invejoso é o pior intérprete da realidade.
* A inveja é o mais desastroso equívoco das pessoas que não sabem amar.
* O invejoso precisa de uma teoria que o justifique.
* O manipulador usa a inveja alheia em benefício próprio.
* Toda inveja é um sistema de autojustificativas.
* O invejoso é imoralmente apegado a detalhes.
* A inveja é a derrota da inteligência para uma vontade hipertrofiada.
* A inveja não é fruto do acaso.
* Toda inveja é uma ambição desmedida.
* Pior que a inveja só o contorcionismo intelectual de justificá-la.
* Ninguém tem pendor natural à inveja.
* O invejoso tem na própria inveja o seu castigo.
* Não há inveja que não nasça duma mentira.
* Verdadeiro milagre é um invejoso arrepender-se.
* Desobedecer o quanto puder, eis o ofício do invejoso.
* A inveja política é um disfarce da inveja filosófica.
* As maiores invejas são um primor de sofisticação.
* Ama de todo o coração, e serás invejado com fúria.
* A pior das afrontas para o invejoso é a bondade alheia.
* Excesso de sarcasmo é sintoma de inveja.
* O silêncio do invejoso fala.
* O ódio é a sinceridade do invejoso.
* Inveja é o nome multissecular da egolatria.
* A futilidade é irmã caçula da inveja.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Um tomista brasileiro fora do país...

Sidney Silveira

A ESCASSEZ DE TOMISTAS competentes na academia brasileira é fruto de muitos fatores conjugados — sobre os quais não me interessa falar nesta postagem. Apenas digo que sei de histórias de arrepiar os pêlos pubianos que o capeta não tem...

Alguns são analfabetos funcionais que publicam traduções não apenas medonhas, mas de arrasar conceptualmente a obra do Aquinate. Um dia talvez eu escreva sobre isto, em favor de Santo Tomás.

Enfim, num cenário completamente desfavorável, que talentos brasileiros trilhem carreira acadêmica fora do país, é algo compreensível. E que o façam com sucesso, é louvável!

Este é o caso do Prof. Luiz Astorga, cujo estudo metafísico acerca da natureza dos anjos acompanhei de perto durante muitos anos. Ele acaba de publicar pela EUNSA uma obra que recomendo de olhos fechados:

"El intelecto de la sustancia separada: su perfeción y unidad según Tomás de Aquino".

Este é um dos temas mais difíceis em Santo Tomás.

A quem interessar, eis o link para aquisição da obra:

Curso "A Inveja"




Sidney Silveira

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES, aqui: http://goo.gl/FhmtNo


A inveja existe? Tem causa? O que é? Quais os seus sintomas? Que virtudes ela contraria?

Estas e outras questões — todas expostas à luz da doutrina de Santo Tomás de Aquino — serão compartilhadas com os alunos do curso "A INVEJA".

VALOR TOTAL: R$ 80,00
DESCONTO DE 25% para quem já participa de algum de nossos cursos

O CURSO ESTARÁ POSTADO EM 10/05.
P.S. As pessoas que já participam de alguma atividade conosco receberão, em breve, um e-mail com instruções sobre como proceder.
Quem dos nossos alunos porventura não receber esse e-mail (e tiver interesse no desconto de 25% do curso "A Inveja"), por favor mande mensagem para contato@contraimpugnantes.com — com os seguintes dizeres no ASSUNTO do e-mail:
25% DE DESCONTO NO CURSO "A INVEJA".

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Beleza vital



Sidney Silveira

Enquanto o Brasil se desfaz em pétalas de flores malditas — cujo odor contamina as narinas da gente de bem —, é preciso ir aos lírios do lodo e colocá-los à vista de todos, ainda que pouquíssimos sejam capazes de dar testemunho da beleza.

Com o curso "O Soneto", eu e o Prof. Sergio Pachá temos apresentado algo dessa realidade plenificante, capaz de aliviar muitas dores.

Se alguém se sentir compelido a contribuir com esta iniciativa, saiba que as inscrições neste curso de R$ 90,00 podem ser feitas em:


Ler poesia é um santo remédio para a fadiga moral.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Epiquéia, parte da Justiça



Sidney Silveira

Eis aqui um trecho da segunda aula do curso "Filosofia à luz da Filosofia Perene", CUJAS INSCRIÇÕES ESTÃO ABERTAS em:

quarta-feira, 23 de março de 2016

Os canalhas e a lei


Sidney Silveira

Ser filho-da-puta não é inconstitucional; ser filho-da-puta é uma realidade moral. Isto no mundo que perdeu a devida noção de "ratio legis", ou seja, daquilo que faz uma lei ser — essencialmente — lei, na perspectiva ontológica. E aqui não nos custa salientar o seguinte: há normas preceptivas que não esgotam o caráter de lei, pois apenas indicam caminhos de ação.

Juristas e legisladores sem sólida formação filosófica são uma espécie de monstruosidade. Mesmo quando bem-intencionados, contribuem para a desgraça de um país. São máquinas de citar leis feitas PARA os homens, mas nem de longe imaginam "o que é" ser homem. Na cabeça oca de tais criaturas, as causas material e eficiente estão descasadas das causas formal e final. Resultado? Leis que desconsideram a natureza humana ou simplesmente a contrariam. Sentenças moralmente aberrantes, evasivas, oportunistas, simplórias.

A propósito, quando a lei não mais diz respeito ao caráter das pessoas, é porque se transformou numa vertigem sombria totalmente apartada da justiça.

Quem leu Platão e Aristóteles com atenção, sabe que o ordenamento jurídico de uma nação, ao qual contemporaneamente chamamos "Constituição", não pode ir de encontro às notas constituintes da pessoa humana. Por isso, a lei não pode tornar-se impedimento formal para o florescimento das virtudes cívicas sem as quais ela própria não poderia existir.

Num país ainda não descambado na barbárie, os magistrados não são ventríloquos nem papagaios de pirata, mas hermeneutas. Portanto, estão conscientes de que as leis são instrumentos civilizacionais, e nelas o aspecto formal suplanta o material, o espírito supera a letra. Sabem que o primeiro objetivo de toda lei é mover os homens a agir honestamente, como diz o tomista Domingo de Soto em "De iustitia et iure".

Os bandidos brasileiros destes dias que correm buscam amparo na letra fria da lei — interpretada de maneira absolutamente limitadora — para matar o espírito que a anima. Contam, para dar vazão às suas frenéticas atividades lesivas ao país, com o apoio às vezes ingênuo de juristas desconhecedores do beabá da antropologia filosófica, os quais dão pareceres à luz de leis feitas para os homens, sem saberem "o que é" o homem.

Pois muito bem: nenhuma lei pode contrariar a estrutura dinâmica da realidade. Quando isso acontece, está, pois, constituída formalmente a República dos Filhos-da-Puta, dos canalhas praticantes, dos devotos da sem-vergonhice que precisam engessar a lei para, dentro dela, agir contrariamente a todos os princípios morais. 

O canalha constitucional surfa nos desvãos das alíneas, dos parágrafos, dos regimentos — e tem grande liberdade de ação onde os magistrados são péssimos intérpretes da lei. Ou então nos casos em que são, também eles, bons filhos-da-puta.

Pobre é o país dos constitucionalistas para quem a natureza humana é uma miragem; e a lei, uma estátua de gesso. 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Últimos dias da Promoção de Carnaval C.I.


Sidney Silveira

A POLÍTICA como arte de melhorar os cidadãos**

Quando legisladores não sabem o que é a lei e políticos não sabem o que é a política, estamos diante da prova cabal de que os cidadãos desaprenderam a cidadania. É preciso, pois, reeducá-los, e isto se faz na teoria e na prática.

Agradeço, uma vez mais, ao cientista político Víctor Nieto por divulgar o curso sobre política do C.I.

O propósito desta iniciativa é incentivar jovens a buscar formação para, no futuro, atuar na política a partir de bússolas seguras.

Abaixo, o link para aquisição do curso na Promoção de Carnaval do C.I., que se encerra nesta semana (a qual inclui o curso "Francês a partir das Fábulas de La Fontaine"):


E aqui, fora da promoção:

** ADVERTÊNCIA PARA DESAVISADOS: não se trata de passar uma cartilha aplicável mecanicamente a cérebros engessados, mas apresentar princípios sem os quais toda experiência no terreno da política soçobrará na ininteligibilidade.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

PARTIDO ESPERANÇA: virtudes cardeais e política



Sidney Silveira

Ou a sociedade é regida por homens que estabeleceram a virtude como parâmetro, ou vigora a política dos imprudentes, dos injustos, dos fracos e dos destemperados. É o que, no vídeo desta postagem, procuramos mostrar: inexiste possibilidade de realização do bem comum quando as posições de mando estão nas mãos de homens sem balizas morais.

Esta é mais uma chamada para o PARTIDO ESPERANÇA, cuja atividade "Política à Luz da Filosofia Perene" pode ser adquirida em nossa Promoção de Carnaval até 10/03 — data em que o curso se inicia — no seguinte link:


Depois, só ao valor que estipulamos para esta iniciativa, cuja ementa se encontra em: